A História do Sintetizador


Muito utilizado a partir da década de 1970, tanto por compositores experimentalistas como por músicos comerciais, os sintetizadores atuais podem emitir sons acústicos com muita perfeição, e possibilitando efeitos bastante artificiais.
Sintetizador é um instrumento eletrônico computadorizado que recebe dados codificados, processa-os e os traduz em som. Os sintetizadores utilizados em música são geralmente usados a partir de um teclado, e também existem operadores em forma de violino, guitarra, bateria e instrumentos de sopro, que podem ser tocados por músicos que dominam técnicas de execução que não a do piano.
Nos anos 1970, acrescentam-se a este instrumento sistemas de microcomputação e variadas técnicas de síntese digital que melhoraram as possibilidades do instrumento. Entre estas novas técnicas, uma das mais importantes é a pré-gravação eletrônica de sons reais, sem necessidade de fita magnética. É esse o princípio do sampler, instrumento capaz de simular com bastante os sons de instrumentos acústicos e elétricos -- como piano,violino, instrumentos de sopro, guitarra elétrica e outros.
O seqüenciador, outro recurso incorporado aos instrumentos eletrônicos, permite que seqüências sonoras tocadas uma vez no instrumento sejam registradas de forma a se repetirem a um simples toque de botão.
Em geral, os instrumentos são fabricados com uma série de timbres já instalados, aos quais o músico tem acesso a sua escolha. Isso permite que um único instrumento soe alternadamente como, por exemplo, um piano, orquestra ou saxofone, e produza também sons artificiais, que não se parecem aos dos instrumentos tradicionais.
Conforme o modelo, esses timbres podem ser escolhidos, e outros podem ser desenvolvidos ou gravados com sons criados pelo próprio músico.
Os atuais recursos, sobretudo os que simulam o som real, têm ampla aplicação na produção de música comercial. A substituição de vários músicos por um único e sua máquina tornou-se prática freqüente nas gravações de música pop e, em variados gêneros da música popular, como economia de custos. Com uso mais criativo que se faz com essas máquinas não se faz simulações, e sim desenvolve novos estilos musicais.
O primeiro sintetizador foi construído pelos engenheiros americanos Harry Olson e Herbert Belar em 1955, nos laboratórios da RCA em Princeton, Nova Jersey. Originalmente, a informação era fornecida ao sintetizador mediante uma fita perfurada, submetida em seguida às funções de milhares de dispositivos, como osciladores, circuitos e filtros de vácuo, capazes de produzir efeitos sonoros muito além do espectro dos instrumentos musicais convencionais. O resultado era gravado em fita magnética para ser reproduzido, editado ou modificado.
Muito usado para pesquisas sobre as propriedades do som, o aparelho, de grandes proporções, chamou a atenção dos compositores. Na década de 1960, produziram-se instrumentos de tamanho menor: primeiro o Moog e logo depois o Buchla e o Syn-Ket, este mais ou menos equivalente a um piano de armário.
O Syn-Ket tem dois teclados de três oitavas. As composições feitas para ele incluem a Fantasia microtonal, gravada em 1968 pelo compositor e pianista John Eaton. O Moog III, criado pelo físico americano Robert Moog, possui dois teclados de cinco oitavas que controlam as mudanças de voltagem (e, assim, a altura, o timbre, a dinâmica etc.), o que permite ao compositor uma manipulação extremamente apurada do som.

O sintetizador Buchla, criado pelo cientista americano Donald Buchla, é ativado por uma única placa metálica sensível ao toque, sem teclas móveis, comparável ao braço de um violino. Foi usado em obras como Silver Apples of the Moon (1967; Os frutos prateados da lua) e The Wild Bull (1968; O touro selvagem), de Morton Subotnick.