MÚSICA DO BRASIL NA REPÚBLICA

 

A partir de Itiberê da Cunha (Paraná 1846— Bahia 1913), com A Sertaneja, para um maior aproveitamento de temas folclóricos.

 

Alexandre Levy (São Paulo 1864 — Rio 1892) mostra com entusiasmo o nossa folclore com Balaio Meu Bem Balaio, de sua Suíte Brasileira.

 

Alberto Nepomuceno (Fortaleza 1864 — Rio 1920) faz seus estudos com o pai, o maestro Vitor Nepomuceno; depois da morte deste, viajou para o Rio. Em 1880 foi à Itália, Alemanha e França aperfeiçoar-se. De volta, foi nomeado professor de órgão do Instituto Nacional de Música, do qual posteriormente foi diretor. Influenciado pelos compositores russos e franceses, que procuravam dar a sua música uma característica de sua terra utilizando o folclore, de suas pátrias, ao retornar ao Brasil, procurou também usar nosso folclore, difundir a música de caráter nacional e tornou-se defensor do canto erudito em português De sua Série Brasileira, que compreende Alvorada na Serra, Intermédio, A Sesta na Rede e Batuque, as duas últimas partes revelam nítidas tendências nacionais.

 

Francisco Braga (Rio de Janeiro 1868-1945) foi o autor do Hino à Bandeira, cuja letra é de Olavo Bilac. Estudou no Asilo de Meninos Desvalidos, hoje Colégio João Alfredo, no Rio de Janeiro, onde ficou interno como órfão._Ai fez seus primeiros estudos musicais e participou da banda como clarinetista. Mais tarde cursou clarineta no Instituto Nacional de Música e tornou-se regente da banda do Colégio.
Por ocasião do concurso para escolha do Hino Nacional classificou-se em terceiro lugar, conquistando uma bolsa de estudos para a França, indo também à Alemanha e Itália. Regressou ao Brasil em 1900, famoso. Foi nomeado professor de fuga, contraponto e composição do Instituto Nacional de Música, em 1903.
Sua obra mostra temas nacionais: O poema sinfônico Marabá com motivos indígenas, Virgens Mortas, canção com letra de Olavo Bilac, Gavião de Penacho e Catita.