MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

 

Em 1902, Fred Figner, estabelecido na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, vendia os primeiros gramofones e lançava os primeiros discos, fabricados na Alemanha e gravados no Brasil. O primeiro disco gravado foi Isto é Bom, cantado por Xisto Bahia.

O primeiro samba de sucesso gravado foi Pelo Telefone, de Ernesto Santos (Donga), em 1917. Outros sambas surgiram em reuniões da casa da Tia Ciata, local freqüentado por compositores populares como Sinhô, Donga, Pixinguinha, Heitor dos Prazeres, João da Bahiana e Catulo da Paixão Cearense.

Em Pernambuco, à mania da banda, trazida pelo europeu, juntou-se a coreografia da capoeira, surgindo um ritmo característico: o frevo.

Com o tempo, foram criadas marchinhas, sambas, valsas, choros, pelos compositores mencionados e por outros, e que fizeram a alegria de muitas festas e carnavais. Em 1932, Lamartine Babo adapta a Mulata, dos irmãos Valença, criando O Teu Cabelo Não Nega.

Em 1940, nasce o samba-canção, influenciado pelo bolero, e o samba-exaltação, que atinge o maior sucesso com Aquarela do Brasil, de Ari Barroso.

No Nordeste, Dorival Caymmi, poeta e compositor, canta as belezas

da Bahia. Com Luís Gonzaga o baião atinge o sucesso.

Em 1959, surge a Bossa Nova com João Gilberto, e com ela novos compositores como Carlinhos Lyra, Antônio Carlos Jobim e Roberto Menescal.

Dos festivais anuais, de São Paulo (TV Record) e do Rio, nasceram novos sucesso em que se destacam músicas de Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil.

Nessa mesma fase reaparecem, também, com nova força, os cantores da música tradicional brasileira, como Elizete Cardoso, Ciro Monteiro, Angela Maria, Nelson Gonçalves.

Paralelamente a estes festivais acontece o iê-íê-iê, liderado por Roberto Carlos: é o movimento da Jovem Guarda. Observa-se que na música popular atual esses diversos estilos musicais são sucesso em determinada camada popular, de acordo com o gosto de cada uma delas.