MÚSICA BRASILEIRA NO INÍCIO DO SEC. XX

 

 

Os compositores brasileiros da contemporânea, na sua maioria, buscam expressões brasileiras, com maior ou menor espontaneidade, mas convencidos de que neste caminho encontrarão melhores inspirações. Desta fase podemos destacar:

Francisco Mignone (São Paulo 1897), filho de músico, cedo aprendeu as notas musicais. Estudou primeiramente em sua terra natal e depois em Milão. Compositor, pianista e regente de valor, foi diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e professor de regência da Escola Nacional de Música.

Obras: Maracatu do Chico Rei, Festas das Igrejas, Batucagé, Valsas de És quina, Congada.

Radamés Gnatalli (Porto Alegre 1906) estudou no Rio Grande do Sul e depois na Escola Nacional de Música com o França. Terminou seu curso de piano em 1924 com medalha de ouro. Deu concertos em Porto Alegre, Rio e São Paulo e fez tournées como violista do Ouarteto Henrique Oswald.

Excelente orquestrador, suas principais obras são Sonata para Violoncelo e Piano, Concertino para Piano, Flauta e Orquestra de Cordas, Serestas para Flauta, Violão e Orquestra em que se estiliza formas populares como o choro e a modinha.

Mozart Camargo Guarnieri (São Paulo 1907) estudou com Virgilio Dias, Ernani Braga, Pereira e Baldi. Foi professor no Conservatório Dramático Musical de São Paulo e regente do Coral Paulistano.

Obras: Flor do Tremembé, escrita para 15 instrumentos solistas, de caráter coreográfica, no qual aproveitou instrumentos típicos como o cavaquinho, bateria, com reco-reco, cuíca, chocalho e agogô, Toada à Moda Paulista, e a ópera Malazarte, considerada a única ópera bufa brasileira.

Guerra Peixe (Petrópolis 1914) estudou violino na sua cidade natal e na Escola Nacional de Música com a notável mestra do violino Professora Paulina d’Ambrosio. Aperfeiçoou-se no Conservatório Brasileiro de Música com Newton Pádua e, mais tarde, com H. J. Koelheutter.

Obras: Suíte n.0 2 Nordestína, em quatro partes: Maracatu, Caboclinhos, A Boiada e Fre vos; Suíte n.0 1 Paulista, em quatro partes: Cateretê, Jongo,

Recomenda de Almas e Tambor.

Entre os outros, destaca-se no Brasil e no exterior, Marlos Nobre (Recife 1939).

Obras: Mozaico (1970), Rhythmetron (1968), Ukrinmakrínkrin (1964).