História e Música

 

Idade Média

Canto Gregoriano

Canto monódíco, modal, e de ritmo livre que a Igreja Católica Romana adotou para a sua liturgia 1º. Os manuscritos mais antigos datam do séc. IX, mas os cantos remontam ordem do cristianismo.

 

Características gerais:

1 - Notação iniciam ente alfabética, em seguida substituída pela notação quadrada em pauta

de 4 linhas (tetragrama), a qual chegou aos nossos dias como a mais corrente na época.

2-Utilização das claves de DÓ e FÁ, colocadas em qualquer linha.

3 - Ritmo subordinado apenas ao texto.

4 - Não existe compasso ou qualquer divisão de compasso.

5 - Para determinar o ritmo são utilizados sinais que representam grupamentos de

duas, três, quatro, cinco ou mais notas punctum onde a primeira nota é potencialmente

acentuada.

6- Gênero diatônico, ou seja, utilização exclusiva das notas naturais (sem alterações com

exceção do SI, que podia receber um bemol para evitar o ‘Tritonus’ intervalo de 4a

aumentada) que os antigos denominavam "diabulus in musicae

7- Entoado essencialmente em UNÍSSONO.

8- Executado sem acompanhamento instrumental isto é, à capela

9- Entoado apenas por vozes masculinas (adultos e meninos).

10- Utilização dos modos eclesiásticos : Protus, Deuterus, Tritus, Tetrardus originários

dos modos gregos Dó rico, Frigio, Lidio, etc..

 

 

Principais autores:

A autoria do repertório gregoriano, a exemplo da música folclórica. é, em sua maioria, anônima, devido a sua transmissão ser feita essencialmente ‘via oral’, motivada pela falta de unidade da grafia musical e, mesmo, da imprensa.

Porém, existiram alguns compositores que se destacaram por compilarem a imensa série de cantos gregorianos e também por comporem alguns deles:

Santo Ambrósio (340 - 397); São Gregório Magno (c. 540 -604); Scotus Erigena (c. 833 880); Albinus Flacus Alcuino (c. 735 - 804); Aureliano di Reome Rcgino Von Prun 915); Hucbald de Saint Amand (e. 840- c. 930); Hermanus Contractus 1ª metade do séc. XI) Guido d'arezzo c. 995 - 1050).

A Música Medieval

O período medieval costuma ser dividido em 'Ars Antiqua' (séc. Xl ao XIII) e 'Ars Nova' (séc. XJVe 1ª metade do séc. XV)

A música profana retrata o espírito burlesco, epopéico e romântico da época, são queixas amorosas;, canções de primavera, canções campestres, de beber, de dançar, de bodas, etc., nascem do cotidiano. Da difusão dessa música encarregaram-se os Troveiros; Trovadores; Minesanger:; Meistersingers; Menetréis e Jograis nas celebrações e festas palacianas no cortejo às damas;, etc.

 

Características gerais:

1- uso do sistema Modal

2- uso de polifonia vocal e Instrumental.

3- surgimento do contraponto

4- politextualidade (uso de mais de um texto, simultaneamente, na mesma canção)

5- uso do ‘Cantus Firmus’ (melodia do repertório gregoriano que servia de base para a

composição de uma peça polifônica sacra).

 

Principais autores:

França: Leoninus (meado. do séc. XII); Perotinus (entre a 2a metade do séc. XII e

Adam de la Halle (c. 1230 - 1287); Guillaume de Machaut (1300 - 1377); Petrus

de Cruce (2a metade do séc XIII); Phillipe de Vitry (1291 - 1361); Jean de Murris (c. 1300 -

1351).

Alemanha: Francon de Colônia (2a metade do séc. XIII); Hildegard von Bingen (1098 -

1179).

Borgonha: Guillaume Dufay (c. 1400 - 1474); Guie. Binchois (c. 1400 - 1470).

Itália: Francesco Landino (1325 - 1397); Jacopo do Bologna; Pietro Casella; Marchettus de

Pádua, Giovanni de Cascia.; Vincenzo de Aramini; Antonelle do Caserta Geraldoilo de

Florença.

Inglaterra: Leonel Power (1445); John Dunstable (o. 1370 -1453).

 

Formas musicais mais usadas:

Motete - O moteto nasceu da Cláusula por adição de palavras aos melismas da 2a voz (superior) a qual passou a ser chamada Motetus e, eventualmente à 3a., denominada Triplun Foi, portanto, a distribuição de texto para todas as vozes que tomavam parte no conjunto. Sabemos que anteriormente todos cantavam o mesmo texto, seja em uníssono ou a várias vozes.

O texto do Motetus era inicialmente em latim Logo depois passou a ser cantado nas línguas nacionais e, em seguida, misturando esses Idiomas. Na Idade Média, foram compostos motetos a três e mais vozes com ou sem acompanhamento instrumental, porém conservando a pluralidade de textos o que fazia com que a obra fosse confusa e perdesse o equilíbrio. Somente no final do período medieval, com Machaut, e em toda a renascença, com Vitória, Lassus, Pale strina outros que o moteto foi levado a sua máxima perfeição abandonado

 

Itália: Girolamo Frescobaldi (1583 - 1643); Marco da Gagliano (1582 - 1643); Claudio

Monteverdi (1567 - 1643); Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525 - 1594); Orazio Vecchio

(1550 - 1605); Andrea Gabrieli (1520 - 1586); Giovanni Gabrieli (1557 - 1612); Claúdio

Merulo (1533 - 1604); Costanzo Porta (1530 - 1601); Gian Matteo Asola (1524 1609);

Marc’Antonio Ingegneri (c. 1545 - 1592); Vicenzo Ruifo (1500 - 1587); Ludovico Viadana

(1564 - 1627); Gastoldi (1556 1622); Giovanni Maria c. 1543 - 1607); Giovanni

Bernardino (c. 1550 1623); Gionanni Animuccia (c. 1500 - 1571); Luca Marenzio (1553 -

1599); Francesco Canova da Milano (1497 - 1543); Constanzo Festa (1490 - 1545); Nicolo

Vicentino (c. 1511 - 1572); Gioseffo Zarlino (1517 - 1590); Leon Battista Alberti (1404 -

1472); Carlo Gesualdo.

França: Claude Goudimel (c. 1510 - 1572); Claude le Jeune (1528 - 1600); Pierre Certon (?

- 1572); Jacques Arcadelt (1505 - 1657); Claudin de Sermisy (1490 - 1562); Pierre de La

Rue; Clement Jannequin (c. 1485 - c. 1558); Filipe Verdelot (1540).

Espanha: Juan Vasques; Luis de Narvaez Tomas Luis de Victoria (1549 - 1611); Cristobal

de Morales (1500 - 1553); Alfonso Mudarra; Luis Milan (1500 -1565); Diego Ortiz

(1510 - 1594); Francisco Guerrero (1528 - 1599).

Inglaterra: Thomas Morley (1557 - 1602); Thomas Talhe (1505 - 1585); Thomas

Weelkes (1576 - 1623); WiIhiam Bird (1543 - 1623); John Downland (1563 - 1626);

Orland Gibbons (1583 - 1625); Joim Dunstable (1370 - 1433); Lionel Power (14450;

John Taverner (1495 - 1545); Chriutopher Tye (1500 - 1573); Robert White (1574);

John Buil (1562 - 1628).

Flandres (parte da Bélgica, da Holanda): Thomas Crecquillon (1557); Jean

Richafort (1480 - 1548); Jacquem Buus (1564); Cipriano de Rore (1516 - 1565); Josquin

des Pré. (1440 - 1521); Johannes Ockengiwm (1430 - 1495); Orlando do Lassus

(1532 - 1594); Nicolau Gombert (entre 1480 e 1500 - 1556); Jacobus Clemens non Papa

(1510 - 1558); Adrian Wihlmert (c. 1480 - 1562); Antoine Busnois (1492); Jacob Obrecbt

(c. 1450 - 1505); Heinrichlzaak (1450 - 1517); Pierre de la Rue (1460 - 1518); Lonis

Compêre (1450 - 1518); Jacobus do Kerle (1532 - 1591); Filipe de Monte (1521 - 1603); Jen

Pieterszoon Sweeelinck (1562 - 1621).

Borgonha (província ao leste de França): Gujilaume Du6y (c. 1400 - 1474); Guies

Binchois (c. 1400 - 1470).

Alemanha: Heinrich Finck (o. 1445 - 1527); Paul Holhaimer (1459 - 1537); Com-ad

Paumaim (1410 - 1473); Martinho Lutero (1483 - 1546); Johann Walter (1496 - 1570);

Ludwig Senfi (c. 1490 - 1556); Gregor Aichinger (1546 - 1628); Hans Leo Hassier (1564 -

1612); Michael Praetorius (1571 - 1621).

Portugal: André do Resendo (c. 1490 - 1573); Damião de Góis (1500 - 1572); Duarte Lobo

(1646); Manoel Rodrigues Coelho (1583); Filipe de Magalhães (após 1648);

Manoel Cardoso (1571 - 1650); Estevão Lopes Morago (o. 1580 - e. 1630).

BoêmIa (da região Iugoslava): Jacob HandI ou Jacobus Galius (1550 - 1591).

 

Principais formas:

Alemanda: Originalmente uma canção alemã, assumiu caráter instrumental sendo praticada nos meios populares como dança. Foi introduzida pelos compositores de Música de Câmara em suas Suítes instrumentais. -

Corak Denominação genérica de todo o tipo de música composta para agrupamentos de vozes humanas. Teve importância fundamental na Igreja Protestante.

Corrente: Dança de origem francesa em compasso ternário e movimento rápido. Assim como a Alemanha, passou do bailado popular às Suítes instrumentais renascentistas e barrocas.

Fantasia: Forma musical que, como o próprio nome indica, tende a desenvolver-se de maneira bastante livre, contrastando assim com os planos mais ou menos pré - estabelecidos que deviam ser seguidos por composições tipo Ricercari, Fuga e Sonata.

Frotola: Canção popular italiana, muito cultivada pelos compositores da era polífônica.

Galharda: Dança de origem italiana, muito em voga no séc. XV.!.

Madrigal: À sua origem, era uma canção de caráter profano para voz com acompanhamento de instrumentos. Com o advento da polifonia, os compositores começaram a tratá-lo em forma coral, com ou sem acompanhamento de Instrumentos. Logo atingiu proporções dramáticas (Madriagal Dramático), chegando a constituir-se um dos elementos importantes que iriam contribuir para a criação da Ópera.

Missa: Forma musical baseada na Liturgia Católica, em estilo polifônico (originalmente monódica). Apresenta as seguintes partes ordinárias: Kyrie; Glória; Credo; Sanctus e Benedictus; Agnus Dei.

Passamezio: Dança popular nascida na Itália. Serve muitas vezes de introdução a outras danças, especialmente á Pavana.

Pavana: Dança de origem espanhola, de movimento lento e imponente, muito cultivada pela aristocracia.

Tocata: Obra para ser executada em um instrumento de teclado. Sem regras ou planos fixos, difere da Fantasia e do Capricho por possuir um caráter profundamente técnico.

Vilanela: Pequena canção aldeia napolitana que se assemelha muito à Frotola. Muito síngela, portanto, contrastante com a polifonia madrigalesca, esta forma estruturava-se em estrofes de oito versos, separados por um estribilho.

Ricercare: A sua origem, era uma peça Instrumental livre, em parte improvisada, que empregava a técnica imitativa do motete. Pela sua imitação quase que cerrada e obrigada (à 4a, à 5a e à 8a) o ricercare foi muito importante, pois deu origem ao que no período seguinte e até hoje chamamos de Fuga.

 

 

 

Barroco

(2a metade do séc. XV.! e 1a metade do séc. XVIII)

O termo "barroco" significa "tosco" ‘imperfeitos e foi usado, a principio, de maneira pejorativa, designando uma arte que havia se afastado da realidade convencional tida como certa ou perfeita.

 

Características gerais:

1- Abolição definitiva do modalismo.

2- Novas formas instrumentais e vocais.

3- Uso freqüente de acordes dissonantes (7 e 7dim) e notas melódicas.

4- Emprego exagerado de ornamentos.

5- Aperfeiçoamento e generaliza tio do sistema tonal.

  1. Maior ênfase na articula tio nos instrumentos e maior expressividade.
  2. Uso do baixo cifrado e do baixo continuo.

8- Cultivo do individualismo (sem exagero) ressaltando o solista.

9- Consolidação dos conjuntos de câmara.

10- Busca de texturas mais leves utilizando-se a melodia acompanhada e a homofonia.

11 - Gosto pela dramaticidade e pelo contraste (de timbre, intensidade, etc.).

 

Principais formas:

Prelúdio

Formas ligadas: Invenção

Fuga (ABA’)

Elementos da Fusa.

- Dux (Sujeito, Proposta ou antecedente)

-Contraresposta

- Episódio e Divertimento

-Coda

- Stretto

- Pedal

Fugueta

Cantata; Paulo; Oratório

Tocata; Sonata

Suíte (ordem mais comum das danças): Prelúdio (livre)

Alemanda (moderado).

Corrente (rápido)

Sarabanda (lento ABA’ ou ABC)

Giga (répido)

Partita

Minueto (inicialmente AB, depois ABA’):

A B A’

Minueto Trio Minueto

Tom Principal Tom Vizinho Tom Principal

(Exposição) (Desenvolvimento) (Re exposicão)

 

Principais Autores:

Itália: Leonardo Leo (1694 - 1744); Tomaso Albinoni (1671 - 1751); Giovanni Legrenzi

(1626 - 1690); Claudio Monteverdi (1567 - 1643); Giacomo Cariesimi (1604 - 1674);

Alessandro Scarlatti (1658 - 1725); Domenico Scarlaiti (1685 - 1757) ; Antonio Vivaldi (1678

- 1741); Girolamo Frescobaldi (1583 - 1644); Giovanni Baptista Pergoleui ; Pietro Francesco

Cavalli (1600 - 1676); Giuseppe Tartini; Archangelo Coreili (1653 - 1713).

França: Michel Richard Lalande (1657 - 1726); Jean Philippe Rameau (1683 - 1764);

Marc Antoine Charpentier (1634 - 1702); Jean Baptiste Lully (1632 - 1687); François

Couperin (1668 - 1733); Marin Marais (1656 - 1728); Sainte-Colombe (fim do séc. XVII).

Alemanha: Johann Jacob Froberger (1616 - 1667); Franz Tunder (1614 - 1667); Heinrich

Scheidemann (1663); Johann Adam Reinken (1623 - 1722); Johann Pachelbel (c. 1653 -

1706); Vincente Luebeck (1656 - 1740); Nicolaus Brubus (o. 1665 - 1697); Johann Christoph

Bach (1642 - 1703); JohannKrieger (1651 - 1735); JohannKasparFerdinadFisher (1660-

1738); Andreas Werkmeister (1645 - 1706); Johann Schein (1586 - 1630); Oeorg Philippe

Telemann (1681 - 1767); George Friedrich Haendel (1685 - 1759); Johann Sebastian Bach

(1685 - 1750); Heinrich Schiitz (1585 - 1672).

Dinamarca: Dietrich Buxtehude (1637 - 1707).

Inglaterra: Henry Purcell (1658 - 1695).

Holanda: Jan Pieterszoon Sweelinck (1562 - 1621); Samuel Scheidt (1587 - 1654).

TchecoslováquIa: Christoph Qluck (1714 - 1787).

Portugal: Carlos Seixas (1704 - 1742); Antônio Teixeira. Francisco de Almeida (c. 1702 -

1755).

 

Classicismo

(2a metade do séc. XVIII)

Características gerais:

1 - Exclusivamente tonal -

2- Predomínio da música pura (instrumental).

3-Abandono gradativo da polifonia.

4- Predileção pela melodia acompanhada e pela homofonia.

5-Abandono do Baixo Continuo.

6- Cultivo da virtuose vocal e instrumental.

7-Ampliaçdo da instrumentação.

8- Perfeição estrutural.

9- Sentido de coerência entre Idéias principais (temas) e seus derivados (desenvolvimento).

10- Estabelecimento das cadências clássicas V-I; IV-V-I

11 - Menor uso de ornamentas.

 

 

Principais formas:

Sonata Movimentos Tonalidade
(Clássica)
1
- rápido Tom Principal (ABA’ = forma sonata)
2- lento Tom Vizinho
3
- Minueto! Scherzo Tom Vizinho (se forem 3 movimentos, será noTP)
4 - rápido (Rondó) Tom Principal
Concerto

Sinfonia

Trio; Quarteto; etc.

Abertura (Abertura de Concerto)

 

Itália: Muzio Clementi (1752 - 1832); NicoIõ Piccini (1728 - 1800); Giovanni Paisielio

(1740 - 1816); Luigi Boccherini (1743 - 1805); Domenico Cimarosa (1749 - 1801); Antonio Salieri (1750 - 1825); Giovauni BattistaViotti (1755 - 1824); Luigi Cherubini (1760 - 1842); Gaspare Spontini (1774 - 1851); Rossini (1792 - 1868); Gaetano Donizetti (1797-1848); Vicenzo Beilini (1801 - 1835); Baldassare Galiupi (1706-1785); Domenico Paradisi; Giovanni Baptista Sanwtini.

Alemanha: Carl Phillipe Emmanuel Bach (1714 -1788); Joharm Christian Bach (1735 -

1782); Johann Christoph Friedrich Bach (1732 - 1795); Johann Hummel (1778 - 1837); Luoje Spohr (1784 – 1859); Jobaim Stanútz (1717 - 1757); Cari Maria von Weber Ludwig van Beethoven (1770 - 1827).

França: François-André Philidor (1726 - 1795); André Modeste Gréty (1741 - 1813);

François-Joseph Gossec (1734 - 1829) Étiene Méhul (1763 - 1817); François-Adrien

Bojeidjeu (1775 - 1834); Esprit Auber (1782 - 1871).

Boêmia (TchecoslováquIa): Antonin Reicha (1770 – 1836); Jan Ladislav Dussek (1760 - 1812); Christoph Willibald Gluck (1714 - 1787).

Aústria: Franz Joseph Haydn (1732 - 1809); Cari Czerny (1791 - 1857); Michael Haydn

(1737 - 1806); Karl Ditters von Dittersdof (1739 - 1799); Amadeus Mozart (1756 - 1791).

Espanha: Padre Antonio Soler (1729 - 1783); Fernando Sor (1778 - 1839).

Portugal: João de Souza Carvalho (1745 - 1798); Jerônimo Francisco de Lima (1741 -

1822); Marcos Portugal (1762 - 1830); João Domingos Bontempo (1771 - 1842).

Brasil: José Joaquim Lobo de Mesquita (1805); Manoel Dias de Oliveira (1813).

 

 

Romantismo

(séc. XIX, a 1ª metade )

Características gerais:

1- Uso do sistema tonal, porém carregado de cromatismo e modulação através de todos os meios possíveis, mediata e imediatamente.

2- Predomínio do sentimento sobre a estrutural formal, em oposição ao equilíbrio racional do Classicismo.

3- Ampliação da orquestra pela Incorporação de novos Instrumentos (flautim, come inglês, clarone, contrafagote, tuba e vários instrumentos de percussão) e aumento do número dos instrumentos dos naipes tradicionais.

4- Criação de novas formas musicais.

5- Evolução e ampliação das formas já existentes que não deixaram de ser cultivadas.

6- Surgimento do sentimento nacionalista.

7- Cultivo sem distinção da música vocal e instrumental.

Continuam a ser utilizadas a Sonata, o Concerto, a Sinfonia, a Abertura e outras porém, ampliadas na linguagem e na estrutura comum. Como formas novas de maior importância pode-se citar:

Abertura:

Abertura de Concerto

Abertura Pout-Pourri

Abertura Sinfônica

Capricho; Estudo; Improviso; Intermezzo; Liei; Ópera; Poema Sinfônico; Rapsódia;

Balada; Berceuse; Elegia; Fantasia; Mazurka; Momento Musical; Noturno; Romance;

Polonesa.

 

Principais compositores:

Alemanha: Ludwig von Beethoven (1770 - 1827); Cai Mariavon Weber (1786 - 1826);

Giacomo Meyerbeer (1791 - 1864); Felix Mendelssohn (1809 - 1847); Robert Schumann

(1810 - 1856); Ricbard Wagner (1813 - 1883); Anton Bruckner (1824 - 1896); Jobannes

Brahins (1833 - 1897); Richard Strauss (1864 - 1949).

Aústria: Franz Schubert (1797- 1828); Gustav Mahler (1860- 1911); Hugo Wolf (1860-

1924).

ItálIa: Niccolõ Paganini (1782 - 1840); Giuaeppe Verdi (1813 - 1901); Giaccomo Puccini

(1858 - 1924).

França: Hector Berlioz (1803 - 1869); Chamem Gotmod (1818 - 1893);

Edouard Lelo (1823 - 1892); Georgom Bizet (1838 - 1875);César Franck (1822

- 1890); Camilie Saint-Saens (1835 - 1921); Eanmanuel Chabrier (1841 - 1894); Jules

Massenot (1842 - 1912); Gabriel Fauré (1845 - 1924).

Rússia: Milly Balakir.ff (1837 - 1910); Mikhail Glinka (1804 - 1857); Alexandre

Borodine (1833 - 1887); Modoel Moumuorgsky (1839 - 1881); Piotr Ilyich Tchalkovsky (1841

- 1893); Nicolai Rimsky-Koruakov (1844 - 1908).

Polônia: Frédéric Chopin (1810 - 1849).

Boêmia (TchecoslováquIa): Bedrich Smetana (1824 - 1884); Leos Janacek (1854 -

1928); Antonin Dvorak (1841 - 1904).

Noruega:Edvard Grieg (1843 - 1907).

Suécia: Frmnz Berwald (1796 - 1868).

Finlândia:Jean Sibelius (1865 - 1957).

Hungria: Franz Liszt(1811 -1886).

Inglaterra:Edwad Elgar (1857 - 1934).

Espanha: Isaac Albeni.z (1860 - 1911); Enrique Granados (1867 - 1916).

Brasil: Carlos Gomes (1836 - 1896>; Itiberé da Cunha (1848 - 1913); Leopoldo Miguez

(1850 - 1902); Henrique Oswald (1852 - 1931); Alexandre Levi (1864 -1892); Alberto

Nepomuceno (1864 - 1920); Francisco Braga (1868 - 1945).

Nacionalismo

(2ª metade de séc. XIX)

Independente de qualquer linguagem, musical a música se diz nacionalista quando realmente contém elementos musicais característicos a um determinado povo ou nação. Desses elementos, os principais são: o ritmo, as características melódicas, o idioma, o folclore e outras manifestações populares ou patrióticas.

Embora compositores como Haydn, Weber, Beethoven, Liszt, Chopín, Brahms e outros já tivessem esboçado em algumas de suas obras o espírito nacional, o verdadeiro movimento nesse sentido, entretanto, só veio a concretizar-se e a alastrar-se pelo mundo como forma de expressão generalizada através do aparecimento da escola nacionalista russa, criada pelo então famoso "grupo dos cinco" - Mílly Balakreff , Alexandre Borodine, Cesar Cai, Nicolai Rjmsky-Korsakov e Modest Moussorgsky - os quais Inspiraram-se na obra de seu conterrâneo Mikhail Glinka, reconhecido como ‘o pai da música russa’

A exemplo dos russos, cada pais começou a tomar consciência de sua própria identidade musical. Assim foram surgindo as diversas escolas nacionalistas espalhadas pelo mundo inteiro.

Características gerais:

Emprego generalizado das estruturas características da música folclórica e/ou popular de

cada nação.

Formas mais usadas:

Os compositores nacionalistas alcançaram seu objetivo adaptando seus Ideais às antigas formas de compor. Assim é que encontramos suítes, sinfonias, poemas sinfônicos, temas com variações, óperas rapsódias, concertos, duos, trios, quartetos, quintetos, etc., danças, prelúdios e canções que expressam clausicamente a tendência nacional porém, naturalmente, com bases numa textura de caráter moderno (melodia, harmonia, ritmo, etc.»

 

Principais compositores:

Brasil: Alexandre Levi (1864 - 1892); Alberto Nepomuceno (1864 - 1920); Henrique

Oswald (1832 - 1913); Leopoldo Miguez (1850 - 1902);

Romênia: Georges Eneuco (1881 - 1956);

Hungria: BóIa Batók (1881- 1945); ZoltanKodaly (1882 - 1967).

Espanha: Manuel de Falia (1876 - 1946).

Inglaterra: Ralph Vauglm Williams (1872 - 1958).

Eua: Charles Ives (1874 - 1954); Douglas Moore.

Rússia: Milly Balakireff (1837 - 1910 ); Mikhail Glinka (1804 - 1857); Alexandre

Borodine (1833 - 1887); Modest Moussorgsky (1839 - 1881); Cezar (1835 - 1918);

Nicolai Rimslcy-Korsakov (1844 - 1908).

Boêmia: Bedrich Smetana (1824 - 1884); Antonin Dvorak (1841 - 1904).

Noruega: Edvard Grieg (1843 - 1907).

Impressionismo

(2a metade do séc. XIX)

Música composta por elementos fragmentários, músicas, frases e períodos de pouca extensão, baseados geralmente em escalas pentatônicas, hexatônicas e outras de origem oriental, e em harmonias exóticas delas resultantes, as quais emprestam à obra um caráter vago, indefinido, sutil, sensitivo e vaporoso, semelhante ao que se consegue na pintura quando se procura cama4flar as linhas clássicas e puras do modelo.

 

Características gerais:

1- Sentido vago e Indefinido da melodia.

2- Construção baseada em escalas pentatônicas, hexatónicas, modais e orientais.

3- Uso da tonalidade, porém com exotismo: harmônicos provindos das escalas utilizadas.

4- Aplicação dos acordes comuns, através de agregações Intervalares.

5- Bitonalidade em certas obras.

6- Impressão sensitiva constante.

 

Formas mais usadas:

Permanecem as formas gerais do romantismo e foram cultivadas ainda: Drama Lírico; Arabesques; Bolero.

 

Principais compositores:

França: Claude Debussy (1862 - 1918); Frederick Delius (1862 - 1934); Gabriel Faure

(1845 1924); Charles Loeifier (1861 - 1935 ); Henrique Duparo (1848 - 1933); Maurice Ravel

(1875 - 1937).

a polítextualidade, evoluindo rítmica e polifonicamente no tratamento das vozes, e o termo Moteto passou a significar só a voz que se movimentava mas a obra integra! em si pois, nesta fase, todas as vozes se movimentavam. Ao lado do Moteto, outras/armas musicais se desenvolveram neste período:

Balada - Nascida nos ‘Cantares de amor" dos trovadores medievais era, nessa época, um trecho de música que servia para expressão de sentimentos.

Cançion - com ou sem acompanhamento instrumental. Estampida - canção coreografada dos trovadores provençais.

Jeu - canção dialogada que nos veio dos trovadores e onde dois ou mais cantores debatem uma questão qualquer, geralmente ligada ao amor. O Jeu podia ser vocal ou vocal e instrumental. Foi o embrião da ópera. O mais conhecido e, por muitos, considerado a primeira ópera da história, é o ‘Jeu de Robm e Marion’ de Adam de La Halle. Madrigal - Nascido na Idade Média era, a principio, uma peça curta designada a ser cantada por uma só voz com acompanhamento de qualquer instrumento (o mais comum era o Alaúde). Na Renascença os compositores tornaram. nopolônico.

Pastorela - espécie de canção trovadoresca que lembrava algo relativo ao campo. Romança - cançdo que descreve ou narra aventuras galantes ou um tanto fantasiosas. Rondó - forma constituída de um estribilho (repetitivo) alternado de uma ou mais estrofes. Teve origem na França Medieval.

SaltareI. - dança italiana de movimentos leves e rápidos e em ritmo ternário (3/8 ou 6/8). Virelai - tipo de balada medieval proveniente do Vire, região da Normandia e muito em voga no séc. XIV

Conductus - o mesmo que o moteto, só que o cantus firinus era já tirado de melodias profanas ou construído propósito. Nele o texto era metrificado, ao contrário do moteto onde era livre.

Missa - Obra litúrgica a várias partes as quais normalmente suo: Kyrie, Glória, Sanctus, Benedictus e Agnus Dei.

 

 

Renascença

(segunda metade do séc. XV e primeira do séc. XVII)

Características gerais:

1- inicio do uso da tonalidade (maior e menor) em substitui ç&~ ao sistema modal, pelo

conhecimento relativo e aplicação dos graus tonais.

2 -predileção pela polifonia (vocal e instrumental) em estilo imitativo.

3- maior interesse pelas qualidades expressivas das harmonias, não só na sucessão dos

acordes mas também na disposição das partes.

4- uso de dissonâncias os tempos fracos e partes fracas de tempo.

5 - uso de cromatismo.

6- uso mais freqüente dos compassos binário e quaternário.

7- cultivo acentuado da música instrumental, com preferência pelos instrumentos melódico-

harmônicos (alaúde, órg &, etc.) e melódicos agrupados por familiaridade (conjuntos de

flautas, de violas, etc).

8- criação da ‘escala’ (homofônica) por Lutero.

9- busca da perfeição nas formas e estruturas pela ordenação, regularidade, equilíbrio e

simetria.

10-abandono do ‘Cantus Firmus’.