OS HIPPIES

 

O movimento hippie: como foi seu início? Digamos que se Ken Kesey não inventou essa nova maneira de viver, chegou perto e por isso mereçe um reconhecimento que quase ninguém lhe atribui. No início da década de 70, Kesey tinha aproximadamente uns trinta anos e era um jovem romancista para quem lançou seus dois primeiros livros conquistou um razoável prestígio nos eventos literários. De repente, ele abandonou tudo. Pega a sua mulher, Faye, e a filha mais velha e põe o pé na estrada. Reúne um bando de gente e forma um dos primeiros grupos Hippies americanos, que batizam com o nome de "The Merry Pranksters".

A situação era definida, assim por um dos seguidores: "As pessoas imagjnam que nós somos o

fim do mundo. E era o contrário. Queríamos uma sociedade feliz, na qual cada, pessoa trabalharão melhor, porque ela próprio teria mudado a sua mentalidade. A liberdade, a. tolerância, o amor. Queremos que se erga o "Tibete da era atômica". Mas a pouco pioneira ideologia de Kosey não era isolada. Durante o nascimento dos Pranksters, outras tribos, outros aglomerados comunitários, também começavam a se formar no país. Mas o grupo de Kesey se destacou por sua extraordinária atividade, em especial.

Uma manifestação chamada Eletric Kool-Aid Acid Tests, isto é, uma experiência com LSD - a droga que, naquele momento, vivia seu auge para os Hippies.

Sim, havia uma razão para a atitude de Kesey. Seu dropping-out deixara perplexos os velhos

amigos e familiares. Kesey fizera experimentos com o ácido, assim que lançaram a droga no país, e foi o LSD que mudou radicalmente sua vida. A exemplo de Timothy Leary - até aquele momento era o mais conhecido na arte de testes com LSD. Foi expulso da faculdade onde lecionava, por fazer vários experimentos com os seus alunos. Kesey decidiu lançar-se ao seu próprio apostolado psicodélico. Leary, porém, era um schoolar, um professor universitário, e sua prática com o LSD procurava como um caráter de pesquisa científica. Kesey era um escritor, um artista, e sua investigação era de natureza estritamente existencial.

O acid-test era anunciado como uma tentativa de reproduzir, por meios mecânicos, exteriores, as sensações provocadas pelo LSD; constava basicamente de um quantidade de luzes coloridas, muito vivas e brilhantes (que passaram a chamar de "psicodélicas"), música, projeção de filmes, etc., que procuravam fazer uma reprodução da intensidade e a riqueza de experiências sensoriais provocadas pela droga. Na verdade, os Pranksters queria era distribuir LSD aos participantes dos acid-tests.

Provava apenas quem queria, é claro. Mas quase todos queriam. Pode-se portanto imaginar o que eram as tests. Muitos jovens americanos foram levados ao vicio através deles.

Atualmente a coisa mudou muito. Há grupos que apenas querem seu pedaço de terra para livrar- se da poluição, dos homens, da vida, pessoas que querem conhecer o mundo, praticar a paz com suas roupas e idéias coloridas, indo contra a moral burguesa, aos tabus, à sociedade que os aprisiona e submete. Atualmente estão espalhados inúmeros Village, sendo o mais famoso , o

Greenwich Village, como ícone de muitas vibrações positivas para o momento pop da América.

Temos os como lembrança da fase de ouro da contra cultura americana, Assim como o Street-People: aquele hippie que não faz nada, hostiliza e despreza os hippies que exercem qualquer atividade produtiva. Eles vivem pelas calçadas e nunca tem lugar fixo para comer ou dormir. Exercem com orgulho a prática da auto destruição, às vezes roubam, são violentos; como os legendários HelI Angels, grupo de motos responsável pela morte de, pelo menos, uma pessoa, no show de Altmont, dos Stones , chegados a bebida, "bolas" e seringas; na maioria dos casos não têm consciência politica, religiosa ou tribal. Diziam-se que cumprem uma revolução de peso,

recusando-se, em seu anarquismo, seja orgânico ou intuitivo, a fazer qualquer coisa.