MÚSICA NO BRASIL SEGUNDO IMPÉRIO

 

Com a maioridade de D. Pedro II, em 1840, estabilizou-se a política brasipossibilitando a intensificação da vida cultural, de que se beneficiou o momento musical. Companhias italianas deixam aqui músicos e instrumentos. Não só no Rio de Janeiro, mas também na Bahia e Recife estas companhias eram recebidas com entusiasmo. Sociedades musicais foram fundadas todo território nacional para difundir a música sinfônica e de câmera. Os concertos eram numerosos, não apenas de virtuosos estrangeiros; os jornajs já começavam a destacar-se muitos

instrumentistas estrangeiros ficavam aqui como professores. ou instrumentistas de sopro se originaram como nossos hábeis flautistas, cantavam-se modinhas, lundus, ladainhas, benditos, cantigas de roda, fios, que de Portugal se espalharam por todo o Brasil, hoje mantidos principalmente no Nordeste; cantos de candomblé faziam parte dos ritos.

Vém a valsa, que permaneceu em moda do século XIX ao principio do séc. XX, dançavam-se mazurcas, habaneras. schottisch, quadrilhas e lAs polcas alcançaram tão grande sucesso, que Machado de Assis viu-se a elas em oito de suas obras.

Uma fusão da habanera pelo ritmo, da polca pelo movimento rápido, da música afro-brasileira pela síncope, surgiu na segunda metade do século XIX o

maxixe nacional.

Também nos meados do século XIX aparece o choro, conjunto instrumental formado primitivamente de instrumento solista, geralmente flauta, 4 dois violões, cavaquinho e pandeiro. Destinavam-se a animar as festas na casas aonde não chegava o piano, que se tornara moda, mas que só se encontrava em casas de nível social mais elevado.

Quando tocavam à noite e ao relento, sua execução se chamava serenata.

Esses conjuntos precederam o aparecimento das casas de chope e os bailes com entrada paga, depois chamados gafieira.

Por volta de 1860, Xisto Bahia, compositor, ator, cantor e violonista, começa a se tornar conhecido entre os cantores de serenata, nas quais a modinha circulava nos meios populares.