Na noite de 7 de setembro de 1822, na Casa da Ópera, em São Paulo, um cora de senhoras da sociedade cantou o Hino da Independência, acompanhado ao piano por D. Pedro 1, autor da música desse Hino, cuja letra fora escrita por Evaristo da Veiga.

Apreciador da arte musical e também musicista, D. Pedro 1 protegia a música, organizava festas, audições, gostava de cantar modínhas e muitas vezes pessoalmente dirigia as execuções da Capela Imperial.

As perturbações políticas do inicio do Primeiro Império, a decadência da Capela Imperial, a morte de José Maurício e Marcos Portugal, em 1830, contribuíram para o declínio do movimento musical, o qual, porém, pouco a pouco, retomou o impulso anterior, manifestando-se a música em todos os pontos do pais de maneira variada.

Por toda a parte se organizavam orquestras e bandas de música, como a que, em Campinas, era dirigida por Manuel José Gomes, pai de Carlos Gomes.

Companhias italianas apresentavam óperas de Rossini, Donizetti e outros compositores.

O velho Teatro São João, depois do incêndio, foi remodelado, passando a chamar-se São Pedro de Alcântara. Nas províncias, outros teatros se foram fundando, juntamente com as primeiras sociedades musicais.

Músicos estrangeiros eram contratados para ensinar; alguns aqui ficaram e influiram no movimento musical.

Os salões aristocráticos iam-se abrindo, e os bailes, onde a valsa fazia sucesso, eram precedidos de pequenos consertos.

Pelos anos de 1830, os primeiros poetas do romantismo, Gonçalves Magalhães, Laurindo Rabelo, Casimiro de Abreu e Gonçalves Dias, começaram a fazer versos para a modinha, que agora não era mais exclusiva de músicos eruditos, mas também cultivada por compositores populares, como o parceiro de Laurindo Rabelo, João L. de Almeida Cunha, conhecido por Cunha dos Passarinhas, que tocava violão.

A música religiosa, embora muito apreciada e escrita, vai perdendo a importância dos primeiros tempos.