A Hora do Clarão
A
Ana Raio e Zé Trovão diz a sabedoria
A
Tudo o que acontece hoje aconteceu um dia
E
Se esse mundo é o nosso pai o tempo é a magia
Que nos mostra a direção sem medo nem poesia
A D
Viver é a nossa alegria, seguir é a nossa missão
E tudo se resume estar aqui um dia
E7 A
Noutro dia não, Ana Raio e Zé Trovão
A
Ana Raio e Zé Trovão mulher e valentia
Um conhece a direção o outro a estrela guia
E
Um caminha pela luz o outro se alumia
São as cores do destino que os diferencia
A
Um dia, é um dia, é um dia
D
Que nasce do seu coração
E tudo se resolve na hora da aurora
E A
Hora do clarão, Ana Raio e Zé Trovão
A
Ana Raio e Zé Trovão quem disse que sabia
Onde andará o vento quando é calmaria
E
Quem decide esta questão quem é que avalia
A nascente da canção, a mágica do dia
A D
Pensar só nos traz alegria saber já é outra questão
Somente quando sonha o homem vai ao céu
E7 A
E o resto é pelo chão, Ana Raio e Zé Trovão
Beijinho Doce
E7 A D
que beijinho doce que ela tem
E A7
depois que beijei ela nunca mais beijei ninguém
D B7
que beijinho doce foi ela quem trouxe
E7 D
de longe pra mim se me abraça apertado
E7 A E7
suspira dobrado que amor sem fim
A A7 D
coração que manda quando a gente ama
E7 A
se estou junto dela sem dar um beijinho coração reclama
[Repete]
Boiada
A
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, trpoa viajada
A
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
D
E sumiram lá na curva, na curva da vida, na curva da estrada
E7
E depois dali pra frete, não se tem notícias, não se sabe nada
A G D A/E
Nada que dissesse algo De boi, de boiada, de peão de estrada
C G/G
Disse um viajante, história mal contada
Bb D/A C
Ninguém viu, nem rastro, nem homem, nem nada
A
Isso foi há muito tempo, tempo em que a tropa ainda viajava
D
Com seus fados e pelegos no rangeu do arreio ao romper da aurora
A
Tempos de estrelas cadentes, fogueiras ardentes, ao som da viola
D
Dias e meses fluindo, destino seguindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
A G D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb D/A
Dizem que sumiram, que não existiram Ninguém sabe nada
A
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, tropa viajada
E
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
D
Dias e meses seguindo, destino fluindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
A G D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb D/A
Dizem que sumiram, que não existiram Ninguém sabe nada
Boiadeiro do Nabileque
Introdução: Esus4 E D/E E
E A
Vai boiadeiro, rio abaixo, vai levando gado e gente
B E Esus4 E
O sol trouxe-me a semente, É, porto de Corumbá, Um amor, toda veleza
A B
Como um canto de nobreza, deslizar na veia d'água
E Esus4 E F#m G
É, rio Paraguai, Rio acima, peixe-boi
F#m A G
Passarada, matagal, Véio bugre entoando
E A B E
Seu antigo ritual, Pantaneiro
[Repete]
Brasil Poeira
Introdução: D A7 D D7 G F#m A7 D
D A7 D D7 G D A7
Ê, Brasil, poeira, Estradas de chão, violas, bandeiras
D D7 G F#m A7
Terra de Tom, Tonico e Tião, E Nossa Senhora, a Padroeira
D A7 D D7 G F#m A7
Ê, paixão, primeira e os sertões, nação das estrelas
D D7 G F#m A7 D
Se o dia é luz, e a noite seduz O coração, abre as porteiras
A7 D G D
Quando o gado, nos quintais do Brasil e o sol clarear nosso chão
A7 D G D
Vem a semente, a água do ribeirão e horizontes que ao longe se vão
A7 D
Ao som dos bem-te-vis
G D G D G D A7 D
Quem canta, espanta, seus males se diz
G D G D G D A7 D
Quem planta é quem colhe, é quem finca raiz <<Bis>>
D A7 D D7 G F#m A7 D
[SOLO]
G D G D G D A7 D
Quem canta, espanta, seus males se diz
G D G D G D A7 D
Quem planta é quem colhe, é quem finca raiz
Cabecinha no ombro
C G7 C C7
Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora
F C
E conta logo a tua mágoa toda para mim
G7 C Am
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
Dm G7 C G7
que não vai embora, que não vai embora
C G7 C C7
Encosta a tua cabecinha no meu ombro e chora
F C
E conta logo a tua mágoa toda para mim
G7 C Am
Quem chora no meu ombro eu juro que não vai embora,
Dm G7 C C7
que não vai embora porque gosta de mim
F C G7 C Am
Amor, eu quero o teu carinho, porque eu vivo tão sozinho
Dm F C
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora,
G7 C Am
se ela vai embora, se ela vai embora
Dm F C
Não sei se a saudade fica ou se ela vai embora,
G7 C
se ela vai embora, porque gosta de mim
Cavaleiro da Lua
G F C G F C G
Vem o vento e vai passando pelas folhas
F C G F C G
Varre o céu e vê o cavaleiro do luar
F C G
Eu criança no batente da porteira
F C G
Debruçado na janela das estrelas
F C G
Também sonho em ser o cavaleiro do luar
D Eb D
Galopar pela poeira do caminho
D G F G
Querendo os homens, meninos
[Repete]
Chalana
D A
Lá vai a chalana, Bem longe se vai
D A
Navegando no remanso Do rio do Paraguai
G D
Ah! Chalana sem querer Tu aumentas minha dor
A D
Nessas águas tão serenas Vai levando meu amor
G D
Ah! Chalana sem querer, Tu aumentas minha dor
A D
Nessas águas tão serenas Vai levando meu amor e assim ela se foi
A G
Nem de mim se despediu A chalana vai sumindo
A D
Na curva lá do rio e se ela vai magoada
A D
Eu bem sei que tem razão fui ingrato, Eu feri o seu meigo coração
G D
Ah! Chalana sem querer, Tu aumentas minha dor
A D
Nessas águas tão serenas Vai levando meu amor
G D
Ah! Chalana sem querer, Tu aumentas minha dor
A D
Nessas águas tão serenas Vai levando meu amor
Comitiva esperança
D G D
Nossa viagem não é ligeira, ninguém tem pressa de chegar
G D
A nossa estrada, é boiadeira, não interessa onde vai dar
G D G D
Onde a Comitiva Esperança, chega já começa a festança
A D A D A D
Através do Rio Negro, Nhecolândia e Paiaguá
A D A D A D A
Vai descendo o Piqueri, o São Lourenço e o Paraguai
D G D
Tá de passagem, abre a porteira, conforme for pra pernoitar
A D
Se a gente é boa, hospitaleira, a Comitiva vai tocar
G D7 G
Moda ligeira, que é uma doideira, assanha o povo e faz dançar
A G D
Oh, moda lenta que faz sonhar Onde a Comitiva Esperança
G D A D A D A D
chega já começa a festança Através do Rio Negro, Nhecolândia e Paiaguás
A D A D A D
Vai descendo o Piqueri, o São Lourênço e o Paraguai
E A G D E
É, tempo bom que tava por lá, nem vontade de regressar
A
Só vortemo eu vô confessar É que as águas chegaram em Janeiro,
D
deslocamos um barco ligeiro, Fomos pra Corumbá
Cortando o estradão
D A D
Montado a cavalo, cortando estradão
A D
Assim é a vida, que leva o peão
G
Não tenho morada, não tenho rincão
A D
Eu não tenho dona do meu coração
D A D
Montar touro bravo, é a minha paixão
A D
Não encontro macho que jogue eu no chão
G
Pra jogar o laço também sou dos bom
A D
Em qualquer rodeio eu sou campeão
G D
Ah, como é bom viver
A D
Sozinho no mundo sem nada a pensar
G D
Se o sol vem saindo eu já vou partindo
A D
E quando anoitece estou noutro lugar
G D
Se o sol vem saindo eu já vou partindo
A D
E quando anoitece estou noutro lugar
D A D
Se olho no bolso, me falta dinheiro
A D
Amanso três touros por trinta cruzeiros
G
Se pego transporte de uma boiada
A D
Já sou convidado pra ser boiadeiro
D A D
Por toda a cidade por onde eu passei
A D
Uma moreninha eu sempre deixei
G
Mas sou camarada pois sempre avisei
A D
Não goste de mim porque eu jamais gostei
[Repete]
É necessário
A D A D
É necessário, você preparar
A D A D A A7
Seu amor, arrumar sua cama Acender sua chama
D E A A7 D E A A7
Para me receber essa noite Para não pretender mais que sou
D E A A7 D E A
Para se proteger, disso tudo seu pavor Ninguém vai nos fazer mal
A A7 D E A
Quando você cai dentro do meu coração
A7 D E A
É como se o sol e a lua Se esparramassem pelo chão <<Bis>>
A D A D A D A
É importante, você me saber Acolher, como eu colho em você
D A A7 D E A A7
Esperanças de querer E deitar ao teu lado, de noite
D E A A7 D E A
E deixar que a paixão me domine Num abraço pretender
A7 D E A
Ser mais forte do que as leis Que me prendem a você
A A7 D E A
Quando você cai dentro Do meu coração
A7 D E A
É como se o sol e a lua Se esparramassem pelo chão <<Bis>>
Mês de maio
A D A D
Azul do céu brilhou e o mês de maio, enfim chegou
A D
Olhos vão se abrir, pra tanta cor
E D
É mês de maio, a vida tem seu resplendor
A D A D
A luz do sol entrou, Pela janela, me convidou
A D
Pra tarde tão bela, e sem calor
E D
É mês de maio, saio e vou ver o sol se pôr
D A D E D E
Horizonte, de aquarela, que ninguém jamais pintou
D A D E D E A
E um enxame, de estrelas, diz que o dia terminou
[Segue...]
Noite nem se firmou e a lua cheia, já clareou
Sombras podem vir, façam favor, é mês de maio, é tempo de ser sonhador
Quem não se enamorou no mês de maio, bem que tentou
E quem não tiver, ainda amor dos solitários, o mês de maio é o protetor
Boa terra, velha esfera, que nos leva aonde for
Pro futuro, quem nos dera, que te dessem mais valor
Meu Veneno
C G7
No Mato Grosso Fui a Poconé, Cinope, Cuiabá, Barra do Garça,
C
Alto Floresta, Porto Jofre, também passei por Várzea Grande,
G7 C
Rondonópolis, em Barão de Melgaço Eu parei pra pernoitar
F E A7 Dm G7 C C7
No Mato Grosso do Sul Tem Três Lagoas, Campo Grande, Corumbá,
F Fm C
Aquidauana, Meu coração não me engana
A7 D7 G7 C G7 C
De Potim saí um dia Só pra ver Ponta Porã.
F A7 Dm
Ji-Paraná, Rondônia, Guajará-Mirim, Cacoal,
G7 C G7 C
Ariquemes, Pimenta Bueno, Logo, logo eu estarei em Porto Velho
G7 C
Que é a menina dos meus olhos, Meu veneno
[Repete]
Missões naturais
C F C F
Vou nas asas dessa manhã E bons tempos me levarão
F C F
Para Goiás, Minas Gerais e Maranhão Vai, como quem pra guerra vai
C F C F C F C
Que depois eu vou com você, Vai, pra além daqui, além dali, além de nós
F
Êta destino mais atrevido Seguir em seguir, seguindo
C F
Por aí feito um cigano Eu aprendi a ver esse mundo
C
Com meu olhar mais profundo Que é o olhar mais vagabundo
Em F F/G F/A C
Eu ando pelas estradas Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C F C F
Por aí, um dia quem sabe Nessa vida tudo se faz sob três missões naturais
C F C
Primeiro nascer, depois viver e aprender
C F C F
Só o aventureiro é capaz de partir e não voltar mais
C F C
Se realizar, depois sonhar, então morrer
F
Disse meu pai, não lhe digo menino, você há de aprender com o sino
C F
Qual o rumo, qual a direção e disse o sino: alegria garoto
C
Esse pai será sempre seu porto Não se acanhe se houver solidão
Em F F/G F/A C
Eu ando pelas estradas quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe
Moreninha Linda
G D7 G
Meu coração tá pisado Com a flor que murcha e cai
C D7 G
Pisado pelo desprezo De um amor quando desfaz
C D7 G
Deixando triste a lembrança Adeus para nunca mais
D7 G
Moreninha linda do meu bem querer
D7 G D7 G D7 G
É triste a saudade longe de você
D7 G
O amor nasce sozinho não é preciso plantar
C D7 G
A paixão nasce no peito, farsidade no olhar
C D7 G
Você nasceu para outro, eu nasci pra te amar
D7 G
Moreninha linda do meu bem querer
D7 G D7 G D7 G
É triste a saudade longe de você
D7 G
Eu tenho meu canarinho que canta, quando me vê
C D7 G
Eu canto por ter tristeza, canário por padecer
C D7 G
Da saudade da floresta, e eu saudade de você
Tocando em frente
E D
Ando devagar porque já tive pressa
A
e levo esse sorriso, porque já chorei demais
E D
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
A E
eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
D Bm D Bm A
Conhecer as manhãs e as manhas, o sabor das massas e das maçãs,
D Bm Bm D
é preciso o amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir,
A E D
é preciso a chuva para florir, penso que cumprir a vida seja simplesmente
A
compreender a marcha,e ir tocando em frente
E D
como um velho boiadeiro levando a boiada, eu vou tocando os dias pela
A E
longa estrada eu vou, de estrada eu sou
E D
Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
A
Um dia a gente chora, no outro vai embora
E D
Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si,
A E
carrega o dom de ser capaz, e ser feliz
E D
Ando devagar porque já tive pressa
A
e levo esse sorriso porque já chorei demais
E D
Cada um de nós compõe a sua história,
A E
e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, e ser feliz.
Trem de lata
Introdução: D A7
A E7
De repente lá bem longe aparece outro lugar
D A
Novos campos e horizontes, tão ali pra eu passar
E7
Trem de ferro, trem de lata tem alguém a m esperar
D A
Não sei se eu que tô indo, ou ela quem vai chegar
D A D
Quanta alegria, muito prazer, tô aqui, vão chegar
E7
A casa é sua, pode entrar, meus braços vão te abraçar
A (A) E7
Há tanto pra plantar por aqui
A E7
É assim, quando posso vou aí lhe visitar
D A
São dois trilhos me levando daqui pra outro lugar
E7
Somos pares que o destino preferiu aproximar
D A
Dois amores, dois desejos e um trem pra se esperar
D A D
Quanta alegria, muito prazer, tô aqui, vão chegar
E7
A casa é sua, pode entrar, meus braços vão te abraçar
A (A) E7
Há tanto pra plantar por aqui
E7
Trem de ferro, trem de lata, tem alguém a me esperar
D A
Não sei se eu que tô indo ou ela quem vai chegar
E7
Somos pares que o destino preferiu aproximar
D A
Dois amores, dois desejos e um trem pra se esperar
Trem do pantanal
E G#7
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m Bm E A F#7
As estrelas do cruzeiro fazem um sinal
E G#7
De que este é o melhor caminho
C#m C F#m B7 E B7
Pra quem é como eu, mais um fugitivo da guerra
E G#7
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m Bm E A F#7
O povo lá em casa espera que eu mande um postal
E G#7 C#m C
Dizendo que eu estou muito bem vivo
F#m B7 E B7
Rumo a Santa Cruz de La Sierra
E G#7
Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
C#m Bm E A F#7
Só meu coração esta batendo desigual
E G#7 C#m C
Ele agora sabe que o medo viaja também
F#m B7 E (G#7)
Sobre todos os trilhos da terra
F#m B7 E G#7
Rumo a Santa Cruz de La Sierra
F#m B7 E
Sobre todos os trilhos da terra
Um violeiro toca
F F7M Bb/C
Quando uma estrela cai, na escuridão da noite,
Bb
e um violeiro toca suas mágoas
C
Então os olhos dos bichos, vão ficando iluminados
Bb C Bb
Rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado
F F7M Bb/C
Quando o amor termina, perdido numa esquina,
Bb
e um violeiro toca sua sina
C
Então os olhos dos bichos, vão ficando entristecidos
Bb C Bb
Rebrilham neles lembranças dos amores esquecidos
F F7M Bb/C
Quando um amor começa, nossa alegria chama
Bb
e um violeiro toca em nossa cama
C
Então os olhos dos bichos, são os olhos de quem ama
Bb C Bb
Pois a natureza é isso, sem medo nem dó sem drama
F F7M C
Tudo é sertão, tudo é paixão, se o violeiro toca
Gm Bb F
A viola, o violeiro e o amor se tocam
Varandas
G D Ebē Em D C G
A noite é um mistério Que eu finjo em compreender
D Ebē Em C G A7 D
Sentado nas varandas Esperando o amanhecer
G D Ebē Em D C G
Estrelas lá no céu, Fogueiras no sertão
D Ebē Em C G A7 D
E as luzes da cidade Não espantam a solidão
Bb Eb Bb Eb Ab Bb
Dona lua já se foi Polvilhar outro rincão
Gm Gm7 Cm A D7
Com o trigo da saudade Que é a mana do meu pão
G D Ebē Em D C G
A noite é um caso sério Que eu não vou resolver
D Ebē Em C G A7 D
Enquanto dormir longe De quem faz meu bem querer, Dona lua
[Repete]
Viola e Vinho Velho
E B7/F# E/G#
Quem tem viola não carece de transporte
A
Se for pra mode ir-se embora dos sertões
B7 Cē C#m
Mundão afora ele desce de carona
E/B B7 A F#m7 B7
Dos sonhos sob a lona o requinte faz canções
E B7/F# E/G#
Se por ventura lhe oferece a boa sorte
A
O passaporte para além dos rumos seus
B7 Cē C#m
Vai sem demora, dorme hoje sob a ponte
E/B B7 A F#m7 B7
E aos longes do horizonte a manhã se prometeu
Cē C#m B7 Cē E/B
Viola acha graça se o dono se apaixona
F/C C G C
Mas assim que ele sara ela estranha e semitona
F/C C G C
Mas assim que ele sara ela estranha e semitona
E B7/F# E/G#
Deitado agora em um quarto de hotel
A
Sem ter mais céu pra lhe servir de cobertor
B7 Cē C#m
Um vinho velho lhe conforta o calafrio
E/B B7 A F#m7 B7
E a canção sai no feitio de um poeta fingidor
Cē C#m B7 Cē E/B
Saudade é o diploma de quem tem boca e foi a Roma
F/C C G C
Tristeza é mula brava, corcoveia mas se doma
F/C C G C
Tristeza é mula brava, corcoveia mas se doma
Você Vai Gostar
Gm
fiz uma casinha branca lá no pé da serra
D7
pra nós dois morar fica perto da barranca
Gm G7
do rio Paraná, o lugar é uma beleza e eu tenho certeza
Cm Gm D7
você vai gostar, fiz uma capela bem do lado da janela
Gm G
pra nós dois rezar quando for tempo de festa
D7
você veste o seu vestido de algodão quebro o meu chapéu na testa
G
para arrematar as coisas do leilão
C B7 Em
satisfeito vou levar você de braço dado atrás da procissão
C G D7 G
vou com meu terno riscado uma flor do lado e o meu chapéu na mão
C G D7 G
vou com meu terno riscado uma flor do lado e o meu chapéu na mão