A Conquista do Espelho

Introdução: Am

Am C Em

Eu roubei esses versos Como quem rouba pão

Am C Em

Com a mão urgente Com urgência no coração

G Am Am G F

Eu contei estórias Inventei vitórias

F G F G

Como quem tem preguiça Como quem faz justiça

F G Am G Am

Com as próprias mãos

Am C Em

Eu roubei quase tudo que eu tenho Só pra chamar a atenção

Am C Em

E, quando cheguei em casa Vi que lá morava um ladrão

G Am G F G

Eu perdi quase tudo que eu tinha, A paz A paciência

F G F G Am

A urgência que me levava pela mão

Am C Em

Uma noite interminável Numa cela escura

Am C

Sentido, senhores!

Em G

Censores sem poder de censura O ruído dos motores

Am Am G F G

Numa sala de torturas senhoras e senhores

F G F G Am

Censores sem talento sensorial

Am C Em

Nunca mais saiu da minha boca O gosto amargo da palavra traição

Am C Em

Nunca mais saiu da minha boca Nenhum elogio a nenhuma paixão

G Am Am G F

Uma noite mal dormida Um país em maus lençóis

F G F G F G Am

Sem sono, Sem censura, 100% de nada não é nada, É muito pouco

F G F G F G Am

Sem sono, Sem censura, 100% de nada não é nada, É muito pouco

 

 

 

A Ilha não se curva

Introdução: Ebm Db Ab

Ebm Db Ebm Db

presente em tudo que eu faço em qualquer hora e lugar

Ebm Db Ebm Db

em toda esquina em cada passo profana luz a me guiar

B Gb Ebm Ab

vida a fora, noite a dentro

Ebm Db Ebm Db

impressa em cada gesto meu brilha a luz no fim do túnel

Ebm Db Ebm Db

cores capazes de cegar quem tem medo de entregar-se

B Gb Ebm Ab

vida a fora, noite a dentro

Ebm Db Ebm Db

inimigos na trincheira, Guantanamera militar

Ebm Db Ebm Db

e a ilha não se curva às águas turvas desse mar

B Gb Ebm Ab

vida a fora, noite a dentro

[Repete]

 

 

A MONTANHA

 

Introdução: D Eb/D

G Bm

Nem tão longe que eu não possa ver

Eb Am D

Nem tão perto que eu possa tocar

G Bm

Nem tão longe que eu não possa crer

Eb Am D

Que um dia chego lá

G Bm F

Nem tão perto que eu possa acreditar

Am D Em G

Que o dia já chegou No alto da montanha

C Bm D G Bm

Num arranha-céu No alto da montanha

C Am D G

Num arranha-céu Se eu pudesse, ao menos

Bm Eb Am D

Ter contar o que se enxerga lá do alto

G Bm Eb Am D

Com o céu aberto, limpo e claro Ou com os olhos fechados

G Bm F Am D

Se eu pudesse ao menos Te levar comigo... lá...

Em G C Bm D

Pro alto da montanha Num arranha-céu

G Bm C Am D

Pro alto da montanha Num arranha-céu

Em G C Bm D

Sem final feliz ou infeliz Atores sem papel

G Bm C Am D

No alto da montanha à toa, ao léu

Eb D Eb D

Nem tão longe, impossível Nem tampouco lá, já

Em G C Bm D G Bm F Am D

[SOLO]

Em G C Bm D

No alto da montanha Num arranha-céu

G Bm C Am D

No alto da montanha Num arranha-céu

 

Em G C Bm D

Sem final feliz ou infeliz Atores sem papel

G Bm C Am D G

No alto da montanha Num arranha-céu

 

A PROMESSA

Am G F

Não vejo nada o que eu vejo não me agrada

Am G F

Não ouço nada o que eu ouço não diz nada

Am G F

Perdi a conta das pérolas e porcos

Am G F

Que eu cruzei pela estrada

Dm F C G/B Am G

Estou ligado a cabo a tudo que acaba de acontecer

Am G F

Propaganda é a arma do negócio

Am G F

No nosso peito bate um alvo muito fácil

Am G F

Mira a laser, miragem de consumo

Am G F

Latas e litros de paz teleguiada

Dm F G

Estou ligado a cabo a tudo que eles tem pra oferecer

C G

O céu e só uma promessa

F Bb G/B C

Eu tenho pressa, vamos nessa direção

C G

Atrás de um sol que nos aqueça

Dm Bb G/B

Minha cabeça não aguenta mais

C G

O céu e só uma promessa

F Bb G/B C

Eu tenho pressa, vamos nessa direção

C G

Atrás de um sol que nos aqueça

Dm Bb E7

Minha cabeça não aguenta mais...

Am F G / Am F G / Am F G / Am F G / Am Bm C F G Am G

Am G F

Tu me encontrastes de mãos vazias

Am G F

Eu te encontrei na contramão

Am G F

Na hora exata, na encruzilhada

Am G F

Na highway da superinformação

Dm F G

Estamos tão ligados já não temos o que temer

 

 

A Revolta Dos Dândis

Introdução: F C Bb F

F Dm C Bb F

Entre um rosto e um retrato O real e o abstrato

Dm C Bb F

Entre a loucura e a lucidez Entre o uniforme e a nudez

Dm C Bb F

Entre o fim do mundo e o fim do mês Entre a verdade e o rock inglês

Dm C Bb F

Entre os outros e vocês Eu me sinto um estrangeiro

Bb F C Bb

Passageiro de algum trem Que não passa por aqui

C Bb F

Que não passa de ilusão Eu me sinto um estrangeiro

Bb F C Bb

Passageiro de algum trem Que não passa por aqui

C Bb

Que não passa de ilusão

F C Bb F C Bb F

[SOLO]

F Dm C Bb F

Entre mortos e feridos Entre gritos e gemidos

Dm C Bb F

A mentira e a verdade A solidão e a cidade

Dm C Bb F

Entre um copo e outro da mesma bebida

Dm C Bb F

Entre tantos mortos Com a mesma ferida

 

Bb F Bb F

Eu me sinto um estrangeiro Passageiro de algum trem

C Bb C Bb

Que não passa por aqui Que não passa de ilusão <<Bis>>

F Dm C Bb F

Entre americanos e soviéticos Gregos e troianos

Dm C Bb F

Entra ano e sai ano Sempre os mesmos planos

Dm C Bb F

Entre a minha boca e a tua Há tanto tempo, há tantos planos

Dm C Bb

Mas eu nunca sei pra onde vamos

 

 

Bb F Bb F

Eu me sinto um estrangeiro Passageiro de algum trem

C Bb C Bb

Que não passa por aqui Que não passa de ilusão <<Bis>>

 

F Dm C Bb F Dm C Bb F Dm C Bb F Dm

[SOLO]

C Bb F

Eu me sinto um estrangeiro Passageiro de algum trem

 

 

 

A REVOLTA DOS DÂNDIS II

 

Introdução: Eb Ab Eb Gb

Eb Fm Eb Fm

Já não vejo diferença entre os dedos e os anéis

Eb Fm Eb Fm

Já não vejo diferença entre a crença e os fiéis

Ab G7 Cm F7

Tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser

Ab G7 Cm

Há tão pouca diferença e há tanta coisa a fazer

Eb Fm

Esquerda e direita, direitos e deveres,

Eb Fm Eb Fm

os 3 patetas, os 3 poderes, ascensão e queda, são os dois

Eb Fm Ab G7

lados da mesma moeda, tudo é igual quando se pensa em

Cm F7

Como tudo poderia ser

Ab G7 Cm

Há tão pouca diferença e tanta coisa a escolher

Eb Cm Db Cm

Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo

Eb Cm Db Cm

Mas não há mais muito tempo pra sonhar

Eb Cm Db Cm

Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo

Eb Cm Db Cm

Mas não há mais muito tempo pra sonhar

Eb Fm Eb Fm

Pensei que houvesse um muro entre o lado claro e o lado escuro

Eb Fm Eb Fm

Pensei que houvesse diferença entre gritos e sussurros

Ab G7 Cm F7

Mas foi engano, foi tudo em vão

Ab G7 Cm

Já não há mais diferença entre a raiva e a razão

Eb Fm Eb Fm

Esquerda e direita, direitos e deveres, os 3 porquinhos, os 3 poderes

Eb Fm Eb Fm

Ascenção e queda, são os dois lados da mesma moeda

Ab G7 Cm F7

Tudo é igual quando se pensa em como tudo deveria ser

Ab G7 Cm

Há tantos sonhos a sonhar, há tantas vidas a viver

 

 

Eb Cm Db Cm

Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo

Eb Cm Db Cm

Mas não há mais muito tempo pra sonhar <<Tocar 3 Vezes>>

 

 

 

 

Introdução: Am7 Em Am7 Em B C D

C Em

no ar que se respira, nos gestos mais banais

C Em

em regras, mandamentos, julgamentos, tribunais

C Em

na vitória do mais forte, na derrota dos iguais

C G/B Am G D

a violência travestida faz seu trottoir

C Em

na procura doentia de qualquer prazer

C Em

na arquitetura metafísica das catedrais

C Em

nas arquibancadas, nas cadeiras, nas gerais

C G/B Am G D

a violência travestida faz seu trottoir

C Em

na maioria silenciosa, orgulhosa de não ter

C Em

vontade de gritar, nada pra dizer

C Em

a violência travestida faz seu trottoir

C G/B Am G D

nos anúncios de cigarro que avisam que fumar faz mal

Em D

a violência travestida faz seu trottoir

C D

em anúncios luminosos, lâminas de barbear

Em D

armas de brinquedo, medo de brincar

C D

a violência travestida faz seu trottoir

Em D C D

[SOLO]

C Em

no vídeo, idiotice intergaláctica

C Em

na mídia, na moda, nas farmácias

C Em

no quarto de dormir, na sala de jantar

C Em

a morte anda tão viva, a vida anda pra trás

C Em

é a livre iniciativa, igualdade aos desiguais

C Em

na hora de dormir, na sala de estar

C G/B Am G D

a violência travestida faz seu trottoir

 

C Em

uma bala perdida encontra alguém perdido

C Em

encontra abrigo num corpo que passa por ali

C Em

e estraga tudo, enterra tudo, pá de cal

C G/B Am G D

enterra todos na vala comum de um discurso liberal

 

Em D

a violência travestida faz seu trottoir

C D

em anúncios luminosos, lâminas de barbear

Em D

armas de brinquedo, medo de brincar

C D Em D C D

a violência travestida faz seu trottoir <<Bis>>

 

 

A Am

Tudo que ele deixou foi uma carta de amor

G A

pra uma apresentadora de programa infantil

Am

Nela ele dizia que já não era criança,

G

e que a esperança também dança

A

como monstros de um filme japonês

Am

Tudo que ele tinha era uma foto desbotada,

G A

recortada de revista especializada em vida de artista.

Am

Tudo que ele queria era encontrá-la um dia

G A

todo suicida acredita na vida depois da morte

Am

Tudo que ele tinha cabia no bolso da jaqueta

G A

A vida quando acaba, cabe em qualquer lugar

G A

E a violência travestida faz seu trottoir

Am

não se renda às evidencias não se prenda à primeira impressão

eles dizem com ternura: "o que vale é a intenção"

Em

e te dão um cheque sem fundos do fundo do coração

Am

no ar que se respira nessa total falta de ar

Em

a violência travestida faz seu trottoir

C

em armas de brinquedo, medo de brincar

Em

em anúncios luminosos, lâminas de barbear

B C D

nos anúncios de cigarro que avisam que fumar faz mal

Am

a violência travestida faz seu trottoir

Em

a violência travestida faz seu trottoir

 

 

 

 

Além dos Outdoors

Introdução: Dm C

 

Dm C Bb A G Bb A

No ar da nossa aldeia Há rádio, cinema & televisão

Dm C Bb A G Bb A

Mas o sangue só corre nas veias Por pura falta de opção

Dm C Bb A G Bb A

As aranhas não tecem suas teias Por loucura ou por paixão

Dm C Bb A G Bb A

Se o sangue ainda corre nas veias É por pura falta de opção

F C Gm Bb

Você sabe, o que eu quero dizer Não tá escrito nos outdoors

F C Gm Bb

Por mais que a gente grite O silêncio é sempre maior

Dm C Bb A G Bb A

No céu, além de nuvens Há sexo, drogas & palavrões

Dm C Bb A G Bb A

As coisas mudam de nome mas continuam sendo religiões

Dm C Bb A G Bb A

No dia-a-dia da nossa aldeia há infelizes enfartados de informação

Dm C Bb A G Bb A

As coisas mudam de nome mas continuam sendo o que sempre serão

F C Gm Bb

Você sabe o que eu quero dizer Não tá escrito nos outdoors

F C Gm Bb

Por mais que a gente grite, O silêncio é sempre maior

Dm C Bb A G Bb A

No ar da nossa aldeia há mais do que poluição

Dm C Bb A G Bb A

Há poucos que já foram e muitos que nunca serão

Dm C Bb A G Bb A

As aranhas não tecem suas teias, por loucura ou por paixão

Dm C Bb A G Bb A

Se o sangue ainda corre nas veias, É por pura falta de opção

F C Gm Bb

Você sabe o que eu quero dizer, Não vale uma canção

F C Gm Bb

Por mais que a gente cante, O silêncio é sempre maior

F C Gm Bb

Você sabe o que eu quero dizer, Não cabe na canção

F C Gm Bb

Por pura falta de opção, Púrpura é a cor do coração

 

G D Am C

[SOLO]

 

Algo Por Você

 

Introdução: D F G D F G

D F G D F G

Hei, garota! não fique esperando o telefone tocar

D F G

Os homens são o que são e são todos iguais

D F G D F G

O difícil é saber quem é clone de quem

D F G D F G

Hei, garota! não fique esperando o telefone tocar

D F G

De volta ao passado, tecendo tapetes,

D F G

Esperando o guerreiro voltar

Bb C G Bb C

Já lhe fizeram sofrer demais Já lhe fizeram feliz demais

G Bb C G Bb A

Tá na hora de você mesma fazer Algo por você Só você pode fazer

D F G D F G

Hei, garota! o dia já passou, não deixe a noite passar

D F G

Passe um batom, ou não, e vá se divertir

D F G D F G

Você vai descobrir quem é clone de quem

D F G D F G D

Hei, garota! faça o favor: não fique esperando, Faça algo por você

D F G D

Hei, garota! faça o favor: não fique esperando

F G D F G D

Faça algo por você E só você pode fazer

 

 

Alívio Imediato

 

Introdução: D C# B D C# B D C# B

E9 A9

O melhor esconderijo a maior escuridão

E9 A9

Já não servem de abrigo já não dão proteção

F#m A9

A Líbia bombardeada a libido e o vírus

F#m D C# B

O poder o pudor os lábios e o batom

E9 E9/G#

Que a chuva caia como uma luva Um dilúvio um delírio

A9 C#m9

Que a chuva traga alivio imediato

E9 E9/G#

Que a noite caia de repente caia Tão demente quanto um raio

A9 C#m9 B9 A9 B9 D9

Que a noite traga alívio imediato

E9 A9

Há espaço pra todos há um imenso vazio

E9 A9

Nesse espelho quebrado por alguém que partiu

F#m A9

A noite cai de alturas impossíveis

F#m D E D7M A

E quebra o silêncio e parte o coração

E9 A9

Há um muro de concreto entre nossos lábios

E9 A9

Há um muro de Berlin dentro de mim

F#7sus4 A9 F#7sus4

Tudo se divide todos se separam

F#m D E9

Duas Alemanhas duas Coréias, Tudo se divide todos se separam que a chuva

 

 

Alucinação

 

Introdução: E

A E

eu não estou interessado em nenhuma teoria

A E

em nenhuma fantasia nem no algo mais

A E

longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia

A B

amar e mudar as coisas me interessa mais

A E

muito mais me interessa

A E

eu não estou interessado em nenhuma teoria

A E

nessas coisas do oriente, romances astrais

A E

minha alucinação é suportar o dia-a-dia

A B A

meu delírio é a experiência com coisas reais

E A B E

um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha

A B E

Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais

A B E

garotas dentro da noite, revólver, cheira cachorro

A B A E

os humilhados do parque e seus jornais me interessam mais

E B A E

amar e mudar as coisas amar e mudar as coisas me interessa mais

um corpo cai do oitavo andar

a solidão das pessoas nessas capitais

a violência da noite, o movimento do tráfego

amar e mudar, amar e mudar me interessa

A E

eu não estou interessado em nenhuma teoria

A E

em nenhuma fantasia nem no algo mais

A E

longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia

A B

amar e mudar as coisas me interessa mais

 

 

 

Amor Pra Recomeçar

 

Introdução: G D/F# C

G A9 C C9

Eu te desejo não parar tão cedo Pois toda idade tem prazer e medo

G A9 C F

E com os que erram feio e bastante Que você consiga ser tolerante

Em7 D Em7 A9

Quando você ficar triste Que seja por um dia, e não o ano inteiro

Em7 D Em7 A9

E que você descubra que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero

G A9 D C9 Em7

Desejo que você tenha quem amar E quando estiver bem cansado

G A9 D G D/F# C

Ainda, exista amor pra recomeçar, Pra recomeçar

G A9 C C9

Eu te desejo, muitos amigos mas que em um você possa confiar

G A9 C F

E que tenha até inimigos pra você não deixar de duvidar

Em7 D Em7 A9

Quando você ficar triste que seja por um dia, e não o ano inteiro

Em7 D Em7 A9

E que você descubra que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero

G A9 D C9 Em7

Desejo que você tenha quem amar e quando estiver bem cansado

G A9 D G A9

Ainda, exista amor pra recomeçar, pra recomeçar

D C

Eu desejo que você ganhe dinheiro pois é preciso viver também

D Em7 C

E que você diga a ele, pelo menos uma vez, Quem é mesmo dono de quem

D C G/B C

[SOLO]

G A9 D C9 Em7

Desejo que você tenha quem amar e quando estiver bem cansado

G A9 D G A9 D

Ainda, exista amor pra recomeçar, eu desejo que você tenha quem amar

C9 Em7 G A9 D

E quando estiver bem cansado ainda, exista amor pra recomeçar

G D/F# C G

Pra recomeçar, pra recomeçar

 

Anda Só

 

Introdução: E B / A B / E B / A B / E B / A B / A

E G#m

Ando só, pois só eu sei

C#m C#m7M C#m7 C#m6

Pra onde ir por onde andei

A B E B/D# E/D C#m

Ando só nem sei porque

A B E

Não me pergunte o que eu não sei

G#m

Pergunte ao pó, desça ao porão

C#m C#m7M C#m7 C#m6

Siga aquele carro, ou as pegadas que eu deixei

A B E B/D# E/D C#m

Pergunte ao pó por onde andei

A B

Há um mapa dos meus passos

E

Nos pedaços que eu deixei

E G#m

Desate o nó que te prendeu

C#m C#m7M C#m7 C#m6

A uma pessoa que nunca te mereceu

A B E B/D# E/D C#m

Desate o nó que nos uniu

A B E

Num desatino, um desafio

A B E

Ando só Como um pássaro voando

A B E

Ando só Como se voasse em bando

A B

Ando só Pois só eu sei andar

C#m B A B E

Sem saber até quando Ando só

 

 

Anoiteceu em Porto Alegre

Introdução: Bm C#m D E F#m

F#m

na escuridão a luz vermelha do walkman

sobre edifícios a luz vermelha avisa aviões

nas esquinas que passaram, nas esquinas que virão

verde, amarelo, vermelho, espelho retrovisor

D Bm F#m

anoiteceu em Porto Alegre <<Bis>>

F#m

na escuridão só você ouve a canção

eu vejo a luz vermelha do teu walkman

sobre edifícios no trigésimo andar

uma flor vermelha nasceu nas esquinas que passaram

nas esquinas que virão há sempre algum correndo

fugindo da "Hora do Brasil"

D Bm F#m D Bm F#m

anoiteceu em Porto Alegre, anoiteceu em Porto Alegre

[Brasília, 19 horas,esta é a voz do Brasil]

D E F#m D E F#m

na zona sul existe um rio, nesse rio mergulha o sol

D E F#m Bm

e arde fins de tarde de luz vermelha

C#m F#m

de dor vermelha vermelho anil

D E F#m D E F#m

atrás do muro existe um rio que na verdade nunca existiu

D E F#m Bm

mas arde fins de tarde de luz vermelha

C#m F#m

de dor vermelha vermelho anil

D C#m F#m D C#m F#m

anoiteceu a meia noite, anoiteceu em Porto Alegre

D C#m F#m D C#m F#m

anoiteceu a noite inteira, anoiteceu em Porto Alegre

[Eu disse que acreditassem, eu pedi que acreditassem

eu nunca deixei de acreditar que o grêmio ia ser campeão da América

hoje, esta noite, em porto alegre]

F#m E

quinze pras duas ruas escuras

F#m E

quem tem o mapa? qual é a direção?

F#m E

duas e meia castelos de areia

F#m E

cabelos castanhos estranhos sinais

F#m E

já passa das três, pela última vez

F#m E

de hoje em diante só uísque escocês

F#m E

cinco da manhã, nada diferente

F#m E Bm C#m D E A

chegamos finalmente ao dia de amanhã

A E/A D/A

eu trago comigo os estragos da noite <<Tocar 3 Vezes>>

A

escondo meu rosto entre escombros da noite

D C

um ditador deposto marcas no rosto

D C

um gosto amargo na boca

D C

uma certeza, só uma certeza:

D A

"da próxima vez, só uísque escocês"

D C

duas fichas telefônicas

D C

um telefone que não pára de tocar

D C

ninguém atende, eu não entendo, tão fazendo onda, tão fazendo charme

D A

um alarme de carro que não pára de tocar

A E/A D/A

eu trago comigo os estragos da noite <<Tocar 3 Vezes>>

A

não nego, não nego, não)

D C

uma canção no rádio uma versão mal traduzida

D C

um pastor exorciza na rádio de um táxi: "aqui estaremos em nome de Jesus"

D C

uma certa impressão, uma certeza imprecisa: "pra pedir ao anjo Deus"

D

quem não precisa de uma versão, uma tradução?

"Para colocar as mãos nas profundezas do teu corpo

Para arrancar a macumba para a glória

Em nome de Jesus Cristo"

D C

um ditador deposto marcas no rosto

D C

um gosto amargo na boca

D C

e a certeza de que o último dia de dezembro

D E F#m E F#m E A

é sempre igual ao primeiro de janeiro

 

[O grêmio vai ser campeão do mundo, o Rio Grande do Sul e o Brasil

vão viver uma madrugada que não terminará antes do sol nascer]

A

eu trago comigo os estragos da noite <<Tocar 3 Vezes>>

meu reino por um rosto, pelo resto da noite

D Bm C#m A

noites que passaram noites que virão

A

noites que passamos lado a lado em solidão

noites de inverno, noites de verão

D Bm C#m A

noites que viramos esperando o sol nascer

esperando amanhecer, esperando o sol nascer

D Bm F#m

amanheceu em Porto Alegre <<Tocar 3 Vezes>>

D C#m

amanheceu

[Seis Horas, Quinze Minutos, Zero Segundo]

Bm C#m

recomeça tudo lá fora: "here comes the sun"

D E

"the sun is the same in the relative way but you are older"

 

[Seis Horas, Vinte Minutos, Zero Segundo]

Bm C#m

recomeça tudo lá fora nas esquinas, nas escolas

D E

um litro de leite meio quilo de pão

[Seis Horas, Trinta Minutos, Zero Segundo]

Bm C#m

recomeça tudo lá fora neguinho da Zero Hora

D E

vende manchetes quinze pras sete da manhã

Bm C#m

nada diferente chegamos finalmente

D

ao dia de amanhã, em Porto Alegre

 

 

Às Vezes Nunca

Am Am7 Am7 Am6 F7 E7

tô sempre escrevendo cartas que nunca vou mandar

Am Am7 Am7 Am6 F7 E7

pra amores secretos, revistas semanais e deputados federais

Am Am7 Am7 Am6 F7 E7

às vezes nunca sei se "às vezes" leva crase

Am Am7 Am7 Am6 F7 E7

às vezes nunca sei em que ponto acaba a frase (.,;?!...)

D D9 Dsus4 A/D

você sempre soube, eu não sabia

D D9 Dsus4 A/D

toda frase acaba num riso de auto-ironia

D D9 sus4 A/D

você sempre soube, eu não sabia

D D9 Dsus4

toda tarde acaba com melancolia

Am Am7 Am7 Am6 F7 E7

e, se eu escrevesse "sem" com "s", ou escrevesse "cem" com "c"?

Am Am7 Am7 Am6 F7 E7

por acaso faria alguma diferença? que diferença faria?

Am Am7 Am7 Am6

o que você faria no meu lugar?

F7 E7

se tivesse pra aonde ir e não tivesse que esperar?

Am Am7 Am7 Am6

o que você faria se estivesse no meu lugar?

F7 E7

se tivesse que fugir e não pudesse escapar?

D D9 Dsus4 A/D

você sempre soube que eu não conseguiria

D D9 Dsus4 A/D

quando a frase acaba tarde, tudo fica pro outro dia

D D9 Dsus4 A/D D D9 Dsus4

você sempre soube (eu não sabia) toda tarde acaba em melancolia

 

Am Am7 Am7 Am6 F7 E7

às vezes não entendo minha própria letra minha própria caneta me trai

Am Am7 Am7 Am6 F7 E7

às vezes não entendo o que você quer dizer quando fica calada

D D9 Dsus4 A/D

você sempre soube, eu não sabia

D D9 Dsus4 A/D

quando a frase acaba o mundo silencia

D D9 Dsus4 A/D

às vezes não entendo onde você quer chegar

D D9 E E7

quando fica parada

F#m C#m F#m C#m

é como ficar esperando cartas que nunca vão chegar

D C#m D E

não vão xegar com "x", nem vão chegar com "ch"

F#m C#m F#m C#m

é como ficar esperando horas que custam a passar

D C#m D E

enquanto ficamos parados, andando pra lá e pra cá

F#m C#m F#m C#m

é como ficar desesperado de tanto esperar

D C#m D E

olhando pela janela até onde a vista alcançar

F#m C#m F#m C#m

é como ficar esperando cartas que nunca vão chegar

D C#m D E

é como ficar relendo velhas cartas até a vista cansar

F#m C#m F#m

você sempre soube, eu não sabia

D C#m D E F#m

você sempre soube, eu não sabia

 

ATÉ MAIS

D Dm/G D

não foi assim que eu sonhei a nossa vida

Dm/G F#

a despedida seria até logo mais

Bm G F#m Bm

mas a vida não permite ensaios

G F#m A

não há raios antes do trovão

D Dm/G D

não olhe para mim como se eu fosse invisível

Dm/G F#

como se fosse possível enxergar nessa escuridão

Bm G F#m Bm

não olhe pra trás, odeio despedidas

G F#m A

Diga: "até mais!" mesmo se for Adeus

D D7M G Gm

eu, você e mais ninguém

D D7M G Bb A

só nós dois, nada mais a nosso favor

D D7M G Gm

eu, você e mais ninguém

D D7M

um mundo estranho queimava sonhos

G A Bb

ao nosso redor

G Gm D G Gm

eu e você

D Dm/G D

não foi assim que eu sonhei a nossa vida

Dm/G F#

a despedida seria até logo mais

Bm G F#m Bm

mas numa guerra ninguém mede consequências

G F#m A

a gente erra, depois pede perdão

D D7M G Gm

eu, você e mais ninguém

D D7M G Bb A

só nós dois, nada mais a nosso favor

D D7M G Gm

eu, você e mais ninguém

D D7M G Bb A

só nós dois, ninguém mais ao nosso redor

Bm G

não podia durar pra sempre

Bm G

não podia ser diferente

C D C

não poderia ter sido melhor

D D7M G Gm

eu, você e mais ninguém

D D7M G Bb A

só nós dois e nada mais

 

 

 

Até Quando Você Vai Ficar

Introdução: A B G#m A F#m G# C#m

C#m

Tuas palavras como um espelho

Cristais de visão me refletem

Se quebram, cortam a respiração

Tuas palavras, duras palavras

Como uma prisão me deixam de fora

Fora de circulação

A B G#m A

Tuas palavras, duras palavras

F#m G# A

Um espelho, uma explosão

A B G#m A

Tuas palavras, duras palavras

F#m G# C#m

Um prisioneiro, uma prisão

C#m

Sou dado a sonhos como um dado em tuas mãos

Entregue a vícios e crenças às vezes rolo pelo chão

Me achas lento quando atravesso a escuridão

Por um momento eu me sinto como um dardo em tuas mãos

A B G#m A

Tuas palavras, duras palavras

F#m G# A

Das alturas ao chão

A B G#m A

Tuas palavras, duras palavras

F#m G# C#m

Um espelho, uma prisão

A B G#m A

Até quando você vai ficar fazendo o que quer comigo?

F#m G# C#m

Até quando você vai ficar sem saber o que quer de mim?

A B

Até quando você vai ficar

C#m

Sem saber o que quer fazer? Sem saber o que quer?

Sem saber o que? Sem saber?

 

 

 

BANCO

 

B E F# D#m E D#m E D#m E D#m

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

 

F# D#m E

Tudo errado no teu banco de dados, Futuro presetado, passado deletado

D#m E B

Eu sinto te informar: tu estás mal informado!

E F# B

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

E F# B

Uma garota, um bom combate, um gol aos 46

E F# D#m

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

E D#m E

Te vejo sentado no banco dos réus Pra falir a banca bancando o coitado

D#m E B

Quanto mais culpado melhor o advogado

E F# B

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione: Um cavalo em disparada

E F# B

Pijamas, nada pra fazer

E F# D#m

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

E D#m E

Tudo guardado num banco americano A sete chaves, o sétimo céu

D#m E D#m

Eu sinto te informar: o banco foi roubado!

E F# B

É o velho jogo: pedra, tesoura e papel

E F# B

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

E

Um vinho tinto, um copo d'água

F# B

A chuva no telhado, um pôr-do-sol

E F#

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

 

 

Chuva De Containers

Introdução: E D A G

E D A G

Falta pão, o pão nosso de cada dia

Sobra pão, o pão que o diabo amassou

F#m A

Triste vocação A nossa elite burra

B D E

Se empanturra de biscoito fino

F#m A

Somos todos nordestinos Passageiros clandestinos

B D E F#m

Dos destinos da nação Triste destino

A B D E

Engolir sem mastigar Chuva de containers

F#m A B D E F#m F#m A B D E

Entertainers no ar Noir

E D A G

Falta pão, o pão nosso de cada dia

E D A G

Sobra pão, o pão que o diabo amassou

F#m A

triste vocação a nossa elite burra

B D E

se empanturra de biscoito fino

F#m A

triste sina América Latina

B D E F#m A B D E

não escaparemos do vexame não caberemos todos em Miami

F#m A B

Ame-o ou deixe-o

A G

ouviram do Ipiranga às margens plácidas

D C

os trovões da chuva ácida

A G D C

a acidez oceânica de uma laranja mecânica

A G D C

Falta pão, o pão nosso de cada dia

Sobra pão, o pão que o diabo amassou

Falta circo no mundo que nos cerca

Sobra circo, é só pular a cerca

Sobra circo, falta pão

Falta circo, sobra pão

 

 

Concreto e Asfalto

 

D Am C G D

se eu fosse embora agora? será que você entenderia?

Am C G D

que há um tempo certo para tudo, cedo ou tarde chega o dia

Am C G D

se eu fosse sem dizer palavra? será que você escutaria?

Am C G D

o silêncio te dizendo que a culpa não foi tua

Am C G D

é que eu nasci com o pé na estrada, com a cabeça na lua

Bm D Bm D

não vou ficar, não vou ficar

Em D

fiz bandeira desses trapos, devorei concreto e asfalto <<Bis>>

 

D Am C G D

[SOLO]

 

D Am/C C G/B D

tenho feito o meu caminho volta e meia fico só

Am/C C G/B D

reconheço meus defeitos e o efeito dominó

Am C G D

mas se eu ficasse ao teu lado de nada adiantaria

Am C G D

se eu fosse um cara diferente, sabe lá como eu seria

Bm D Bm D

não vou ficar, não vou ficar

Em D

fiz bandeira desses trapos, devorei concreto e asfalto

C D C D

[SOLO]

Em D

fiz meu caminho, devorei concreto e asfalto

 

 

 

Crônica

 

Introdução: A C B Bb

A C

Já não passa nenhum carro por aí

B Bb

Já não passa nenhum filme na TV

A C

Você que enrola outro cigarro por aí

B Bb

E não da bola pro que vai acontecer

A C

Mais um pouco mais um século termina

B Bb

Mais um louco pede troco na esquina

A C

Tudo isso já faz parte da rotina

B Bb F#m

E a rotina já faz parte de você

A

Que tem idéias tão modernas

Bm F#m B

É o mesmo homem que vivia nas cavernas

F#m A

Você que tem idéias tão modernas

B F#m B

É o mesmo homem que vivia nas cavernas

A C

Todo mundo já tomou a coca-cola

B Bb

E a coca-cola já tomou conta da China

A C

Todo cara luta por uma menina

B Bb A

E a Palestina luta pra sobreviver

C

E a cidade cada vez mais violenta

B Bb

Tipo Chicago nos anos 40

A C

E você cada vez mais violenta

B Bb F#m

No seu apartamento ninguém fala com você

A

Que tem idéias tão modernas

Bm F#m B

É o mesmo homem que vivia nas cavernas

F#m A

Você que tem idéias tão modernas

B F#m

É o mesmo homem que vivia nas cavernas

 

Curta-Metragem

Introdução: C

C Em/B

Como qualquer curta-metragem

Am Em F

Tropicalismo bossa nova rei Pelé

C Em/B

Como qualquer curta-metragem

Am Em F

Brasil turismo Amazônia ciclo do café

C Em/B

Como qualquer picaretagem

Am Em F

Mãos ao alto não se mexa fique onde está

Dm G

A vida é uma viagem passagem só de ida

Dm

Há quem diga que não vale.

"Curta-metragem quinto take"

[Repete]

G Em

Há quem mate pra viver, A vida é uma viagem

Am Dm Dm/C Bb Bb/A G

Bebida sem gelo Engolida às pressas Às vésperas da sede

 

Era um garoto que como eu amava os Beetles e os Rollings Stones

Introdução: (E B7 A B7)

 

E B7

Era um garoto que como eu

A B7

Amava os Beatles e os Rolling Stones

E B7

Girava o mundo sempre a cantar

A B7

As coisas lindas da América

E B7

Não era belo mas mesmo assim

A B7

Havia mil garotas afim

E B7

Cantava "Help" and "Ticket to Ride"

A B7

Oh! "Lady Jane" and "Yesterday"

E A

Cantava viva a liberdade

B7 E

Mas uma carta sem esperar

A

Da sua guitarra o separou

F#7 B7

Fora chamado na América

E G A B E G A B

Stop com Rolling Stones, Stop com Beatles songs

A G#m F#m E A G# A Bb B

Chamado foi ao Vietnã Brigar com vie t - congs

E A

Tata-ratata, tata-ratata Tata-ratata, tata-ratata

B E B7

Tata-ratata, tata-ratata Tata-ratata

E B7

Era um garoto que como eu

A B7

Amava os Beatles e os Rolling Stones

E B7

Girava o mundo mas acabou

A B7

Fazendo a guerra do Vietnã

E B7

Cabelos longos não usa mais

A B7

Nem toca a sua guitarra e sim

E B7

Um instrumento que sempre dá

A B7

A mesma nota: rata-tata

E A

Não tem amigos, nem mais garotas

B7 E

Só gente morta caída ao chão

A

Ao seu país não voltará

F#7 B7

Pois está morto no Vietnã

E G A B E G A B

Stop com Rolling Stones, Stop com Beatles songs

A G#m F#m E A G# A Bb B

No peito um coração não há Mas duas me da - lhas, sim

 

E A

Tata-ratata, tata-ratata Tata-ratata, tata-ratata

B E B7

Tata-ratata, tata-ratata Tata-ratata

E A

Tata-ratata, tata-ratata Tata-ratata, tata-ratata

B E B7

Tata-ratata, tata-ratata Tata-ratata

E

Ra-ta-ta-ta ta-ta-ta-ta

Ra-ta-ta-ta ta-ta-ta-ta

Ra-ta-ta-ta ta-ta-ta-ta

 

 

Eu que não amo Você

 

Introdução: Em C G D D#

Em C

Eu que não fumo queria um cigarro Eu que não amo você

G D

Envelheci dez anos ou mais nesse último mês

Am G

Senti saudade, vontade de voltar

Am G

Fazer a coisa certa: aqui é o meu lugar

Em A

Mas, sabe como é difícil encontrar

Am C G

A palavra certa, a hora certa de voltar

Am C D

A porta aberta, a hora certa de chegar

Em C

Eu que não fumo queria um cigarro Eu que não amo você

G D D#

Envelheci dez anos ou mais nesse último mês

Em C

Eu que não bebo pedi um conhaque pra enfrentar o inverno

G D

Que entra pela porta que você deixou aberta ao sair

Am G

O certo é que eu dancei sem querer dançar

Am G

Agora já nem sei qual é o meu lugar

Em A

Dia e noite sem parar procurei sem encontrar

Am C G

A palavra certa, a hora certa de voltar

Am C D

A porta aberta, a hora certa de chegar

Em

Eu que não fumo queria um cigarro

C

Eu que não amo você

G D D#

Envelheci dez anos ou mais nesse último mês

Em C

Eu que não bebo pedi um conhaque pra enfrentar o inverno

G D

Que entra pela porta que você deixou aberta ao sair

 

 

FAZ PARTE

Introdução: C E7 F G/B / C E7 F G/B

C Bb G/B C

por um pedaço de pão, por uma estória pra contar

Bb G/B C Bb G/B

por acaso, por um triz, só pra contrariar tua direção

C Bb G/B C

tua mão a indicar o rumo certo, o caminho mais curto

F Em Dm

não vou agora, não, não quero te encontrar

F Em Dm

preciso me perder como preciso de ar

F Em Dm C

perder o rumo é bom se perdido a gente encontra

G/B C G

um sentido escondido em algum lugar

C E7

devolva-me o que você levou, ou

F G/B

leve-me contigo, perca-se comigo

C Bb G/B C

sempre me perco pelas mesmas ruas

Bb G/B C

não trago mapas, não leio as placas

Bb G/B C Bb G/B C

não sigo pegadas quando sei que são tuas

F Em Dm

não vou agora, não, não quero te encontrar

F Em Dm

preciso me perder como preciso de ar

F Em Dm C G/B

se perdi o tom foi pra escapar da tua atração

C G

canto de sereia em alto mar

C E7

devolva-me o que você levou, ou

F G/B C

leve-me contigo, perca-se comigo

 

 

Filmes de Guerra, Canções de amor

Introdução: F G A7

 

Dm F

Os dias parecem séculos quando a gente anda em círculos

G A7

Seguindo ideais ridículos de querer, lutar & poder

Dm F

As roupas na lavanderia, o analista passeando na Europa

G A7

As encomendas na Bolívia nas fotos um sorriso idiota

Dm F

Os dias parecem séculos e se parecem uns com os outros

G A7

Como enfermeiras em filmes de guerra e violinos em canções de amor

Dm F

A seguir cenas obscenas do próximo capítulo

G A7

É só virar a página e o futuro virá

Dm Em Gm A7

[SOLO]

Dm

Filmes de guerra, canções de amor

F

Manchetes de jornal, ou seja lá o que for

G A7

Há sempre uma estória infeliz esperando uma atriz e um ator

Dm F

Há vida na terra, há rumores no ar dizendo que tudo vai acabar

G A7

Mais uma estória infeliz esperando um ator e uma atriz)

Dm F

Não tenho medo de perder a guerra pois no fim da guerra todos perdem

G A7

No fim das contas as Nações Unidas tão sempre prontas pra desunião

Dm F

Não tenho medo de perder você desde o início eu sabia

G A7

Era só questão de dias. mm dia iria acontecer

Dm Em Gm A7

[SOLO]

Dm F

Preciso beber qualquer coisa, não me lembre que eu não bebo

G A7

O que só nós dois sabemos nós sabemos que é segredo

Dm F

Há um guarda em cada esquina esperando o sinal

G A7

Pra transformar um banho de piscina numa batalha naval

Dm F

Agora sinto um medo infantil mas na hora certa afundaremos o navio

G A7

Então dê um copo de aguardente para um corpo sentindo frio

Dm F

Preciso beber qualquer coisa você sabe que eu preciso

G A7

E o que só nós dois sabemos já não é mais segredo

 

Dm Em Gm A7

[SOLO]

Dm F

Se alguém, seja lá quem for, tiver que morrer, na guerra ou no amor,

G A7

Não me peça pra entender, não me peça pra esquecer

Dm F

Não me peça para entender, não me peça pra escolher

G A7

Entre o fio ciumento da navalha e o frio de um campo de batalha

Dm F

Chegamos ao fim do dia, chegamos, quem diria?

G A

Ninguém é bastante lúcido pra andar tão rápido

Dm F

Chegamos ao fim do século voltamos enfim ao início

G A7

Quando se anda em círculos nunca se é bastante rápido

Dm Am Gm A7

[SOLO]

 

Guardas da Fronteira

Introdução: Bm C

(Bm C)

Antes de atirar o vaso na tv eu ouvi o que ela dizia

"Quando não houver mais amanhã será um belo dia"

C D

Estranha coisa pra se dizer

C D

Antes de dizer os números da loteria Mas é assim que eles fazem

F C D F

E fazem muito bem e nós não fazemos nada, nada, nada

C Ab A E B

Nada além, Além do mito Que limita o infinito

Gb Ab A B

E da cegueira Dos guardas da fronteira

Ab A E B

Além do mito que limita o infinito

Gb Ab A B

E da cegueira Dos guardas da fronteira

Bm C Bm C

[SOLO]

(Bm C)

Antes de atirar o vaso na tv eu ouvi o que ela dizia

"Quando não houver mais amanhã será um belo dia"

C D F C

Estranha coisa pra se dizer Antes de vender mais mercadoria

D F C

Mas é assim o mundo que nos cerca Nos cerca muito bem

D F C

E as crises e cicatrizes Não nos deixam ir além

Ab A E B

Além do mito Que limita o infinito

Gb Ab A B

E da cegueira Das barreiras das fronteiras

Bm C Bm C

[SOLO]

[FALADO: Foi então que eu resolvi jogar as cartas na mesa e o vaso pela janela só pra ver o que acontece na vida quando alguém faz o que quer com ela...]

C D F C

Acontece que eu não tenho escolha Por isso mesmo é que eu sou livre

D F C

Não sou eu o mentiroso Foi Sartre quem escreveu o livro

D F C

Não sou afim de violência Mas paciência tem limite

Ab A E B

Além do mito que limita o infinito

Gb Ab A B

Além do dia-a-dia Que esvazia a fantasia <<Bis>>

 

 

Herdeiro Da Pampa Pobre

 

Introdução: E A / E A / E A

A E

Mas que pampa é essa que eu recebo agora

A

Com a missão de cultivar raízes

E

Se dessa pampa que me falta a estória

A

Não me deixaram nem sequer matizes?

E

Passam as mãos de minha geração

A

Heranças feitas de fortunas rotas

E

Campos desertos que não geram pão

A

Onde a ganância anda de rédeas soltas

E A

Se for preciso, eu volto a ser caudilho

E A

Por essa pampa que ficou pra trás

F#m Bm

Porque eu não quero deixar pro meu filho

E A

A pampa pobre que herdei de meu pai

E

Herdei um campo onde o patrão é rei

A

Tendo poderes sobre o pão e as águas

E

Onde esquecidos vive o peão sem leis

A

De pés descalços cabresteando mágoas

E

O que hoje herdo da minha grei chirua

A

É um desafio que a minha idade afronta

E

Pois me deixaram com a guaiaca nua

A

Pra pagar uma porção de contas

[Repete]

F#7 Bm

Eu não quero deixar pro meu filho

E A

A pampa pobre que herdei de meu pai

[Repete]

F#7 Bm

Eu não quero deixar pro meu filho

E A

A pampa pobre que herdei de meu pai <<Bis>>

E A

A pampa pobre que herdei de meu pai

 

 

Homem Não Chorar

 

Introdução: Dm C Bb Dm C Bb Dm C Bb Dm C Bb

F C Dm

Homem não chora nem por dor nem por amor

Bb

e antes que eu me esqueça

F C Bb

Nuca me passou pela cabeça lhe pedir perdão

F C Dm

E só porque eu estou aqui ajoelhado no chão

Bb

com o coração na mão, não quer dizer

F C Bb

que tudo mudou, que o tempo parou, que você ganhou

C Dm

Meu rosto vermelho, molhado, é só dos olhos pra fora

C Dm

Todo mundo sabe que homem não chora

C Dm

Esse meu rosto vermelho, molhado, é só dos olhos pra fora

C Bb Dm

Todo mundo sabe que homem não chora, não chora, não

F C Dm Bb

Homem não chora nem por ter nem por perder Lágrimas são água

F C Bb

Caem do meu queixo e secam sem tocar o chão

F C Dm

E só porque você me viu cair em contradição

Bb

dormindo em sua mão, não vai fazer

F C Bb

a chuva passar, o mundo ficar no mesmo lugar

C Dm

Meu rosto vermelho, molhado, é só dos olhos pra fora

C Dm

Todo mundo sabe que homem não chora

C Dm

Esse meu rosto vermelho, molhado, é só dos olhos pra fora

C Bb Dm

Todo mundo sabe que homem não chora

F C Bb F C Bb F C Bb F C Bb

[SOLO]

[Repete]

 

Hora Do Mergulho

 

Introdução: B F#

B F#

Feche a porta, esqueça o barulho

B F#

Feche os olhos tome ar, é hora do mergulho

E F#

Eu sou moço, seu moço, e o poço não é tão fundo

B F#

Super-homem não supera superfície

B F#

Nós mortais viemos do fundo

E F#

Eu sou velho, meu velho, tão velho quanto o mundo

B F# B F#

Eu quero paz, Uma trégua do lilás-neon-Las-Vegas

E F#

Profundidade: 20.000 léguas

B F#

"Se queres paz, te prepara para a guerra"

B F#

"Se não queres nada, descansa em paz"

E F#

"Luz!" pediu o poeta últimas palavras lucidez completa

B

Depois: "silêncio!"

B F# B F# E F# B F# B F# E F#

[SOLO]

B F# B F#

Esqueça a luz, respire o fundo

E

Eu sou um déspota esclarecido

F# B

Nessa escura e profunda mediocracia

 

HUMANO DEMAIS

 

Introdução: Eb Db

G#m C#

de tudo que é humano nada me é estranho

G#m C#

se o mar não tá pra peixe desse tamanho

G#m C#

eu não esquento, eu não me iludo

G#m C#

eu troco em miúdos o primeiro toque

B Bb G#m F# F

e nada pode ser maior

G#m C#

de tudo que é humano nada me é estranho

G#m C#

fruto e semente, criatura e criador

G#m C#

as curvas da estrada, as pedras no caminho

G#m C#

os filmes de guerra e as canções de amor

B Bb G#m F# F

nada pode ser maior

G#m C#

de tudo que acontece nada me surpreende

G#m C#

tudo me parece tão normal

G#m C#

um big mac, maktub

G#m C#

drops de Deus, filosofia fast-food

B Bb G#m F# F

nada pode ser maior

Eb Db

não é ciência exata, não acontece em tempo real

Eb Eb D Db C B Bb

é demais, humano demais

Eb Db

não é ciência exata, não acontece em tempo real

Eb Eb D Db C B Bb

é demais, animal

G#m C#

e agora somos só nós dois: eu e minha circunstância

G#m C#

sempre foi só nós dois: eu e minha circunstância

G#m C#

sempre só nós dois: eu e eu

[Repete]

 

Ilex Paraguarienses

Introdução: E A5

E A5

Hoje eu acordei mais cedo, tomei sozinho o chimarrão

Procurei a noite na memória, procurei em vão

Hoje eu acordei mais leve, nem li o jornal

Tudo deve estar suspenso, nada deve pesar

Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver

Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer

B A B A

Hoje eu acordei livre, não devo nada a ninguém

B A

Não há nada que me prenda

E A5

Ainda era noite, esperei o dia amanhecer

Como quem aquece a água sem deixar ferver

B A B A

Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro

B A

Até que a chama se acenda

C#m B

Verde, quente, erva, ventre, dentro, entranhas

C#m B E B E B

Mate amargo noite adentro estrada estranha

E D B

Nunca me deram mole, não, melhor assim

Não sou a fim de pactuar, sai pra lá

Se pensam que tenho as mãos vazias e frias, melhor assim

Se pensam que as minhas mãos estão presas, surpresa

C#m B

Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza

C#m B

Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza

E A5

ilex paraguariensis <<Bis>>

 

 

Ilusão De Ótica

Introdução: E

E D

eu entendo você que não me entende <<Bis>>

E D C#m

eu não prendo você não se surpreenda

A E

quando eu digo sim quando eu digo não

D

quando eu digo talvez você não entende

E D C#m A E

é natural naturalmente às vezes digo sim, às vezes digo não

E D

eu entendo você que não me entende <<Bis>>

D

eu surpreendo você que não me prende

C#m A E

"Tire as mãos de mim!" "Me dê a sua mão!"

D

cada um tem o seu ponto de vista

E D C#m A D C#m B

encare a ilusão da sua ótica os olhos dizem sim o olhar diz não

 

D C#m

na visão da macrostória toda guerra é igual

A B

a visão do microscópio é o ópio do trivial <<Bis>>

D C#m

sou cego, não nego, enxergo quando puder

B A

só vejo obscuro objeto, desejo indireto

B A E A E

será que você me entende?

porque é que cê tá ouvindo isto ao contrário?

o que é que cê tá procurando? hein?

D C#m

não se renda às evidencias não se prenda à primeira impressão

B E

o que não for impresso continua sendo escrito à mão

 

mal entendido, bem intencionado

mal informado, bem aventurado

Jesus Salva, salve as baleias, leia livros

safe sex, relax

o papa é pop, o país é pobre, o PIB é pouco

o meu pipi no seu popô, o seu popô no meu pipi

poesia é um porre

o futebol brasileiro são várias camisetas

com a mesma propaganda de refrigerantes

a juventude brasileira, sem bandeira,

sem fronteiras pra defender

 

 

Infinita Highway

Introdução: A C#m D E

A C#m E

Você me faz correr demais Os riscos desta highway

A C#m E

Você me faz correr atrás Do horizonte desta highway

A C#m E

Ninguém por perto, silêncio no deserto, Deserta highway

A C#m E

Estamos sós e nenhum de nós Sabe exatamente onde vai parar

D E F#m

Mas não precisamos saber pra onde vamos Nós só precisamos ir

D E F#m

Não queremos ter o que não temos Nós só queremos viver

D E A F#m

Sem motivos nem objetivos Estamos vivos e isto é tudo

D E A C#m D E

É sobretudo a lei Da infinita highway

A C#m E

Quando eu vivia e morria na cidade Eu não tinha nada, nada a temer

A C#m E

Mas eu tinha medo, medo desta estrada Olhe só, Veja você

A C#m E

Quando eu vivia e morria na cidade Eu tinha de tudo, tudo ao meu redor

A C#m

Mas tudo que eu sentia era que algo me faltava

E

E à noite eu acordava banhado em suor

D E F#m

Não queremos lembrar o que esquecemos Nós só queremos viver

D E F#m

Não queremos aprender o que sabemos Não queremos nem saber

D E A F#m

Sem motivos nem objetivos Estamos vivos e é só

D E A C#m D E

Só obedecemos a lei Da infinita highway, highway

A C#m

Escute garota, o vento canta uma canção

E

Dessas que a gente nunca canta sem razão

A C#m

Me diga, garota: "Será a estrada uma prisão?"

E

Eu acho que sim, você finge que não

A C#m

Mas nem por isso ficaremos parados

E

Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão

A C#m

Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre

E

Se tanta gente vive sem ter como viver

D E F#m

Estamos sós e nenhum de nós Sabe onde quer chegar

D E F#m

Estamos vivos sem motivos Que motivos temos pra estar?

D E

Atrás de palavras escondidas

A F#m D E

Nas entrelinhas do horizonte desta highway

A C#m D E

Silenciosa highway, highway

A C#m D E

"Eu vejo o horizonte trêmulo Eu tenho os olhos úmidos"

A C#m

"Eu posso estar completamente enganado

D E

Eu posso estar correndo pro lado errado"

A C#m

Mas "a dúvida é o preço da pureza"

D E A C#m

E é inútil ter certeza , Eu vejo as placas dizendo "não corra",

D E A C#m

"Não morra", "Não fume" , Eu vejo as placas cortando o horizonte

D E

Elas parecem facas de dois gumes

D E F#m / D E F#m / D E A F#m D E A C#m D E

[SOLO]

A C#m

Minha vida é tão confusa quanto a América Central

E

Por isso não me acuse de ser irracional

A C#m

Escute garota, façamos um trato:

E

"Você desliga o telefone se eu ficar muito abstrato"

A C#m E

Eu posso ser um Beatle, um beatnik, ou um bitolado

A C#m E

Mas eu não sou ator, eu não tô à toa do teu lado

A C#m

Por isso, garota, façamos um pacto

E

De não usar a highway pra causar impacto

D E F#m

Cento e dez Cento e vinte Cento e sessenta

D E F#m

Só pra ver até quando o motor aguenta

D E

Na boca, em vez de um beijo, um chiclete de menta

A Bm C#m D E

E a sombra de um sorriso que eu deixei

A D A E

Numas das curvas da highway, highway

A D A E A D A E A

Infinita highway, highway Infinita highway, highway

 

 

MUROS E GRADES

 

Introdução: E A F#

E E/G# A F#

Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia

E E/G# A F#

O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia

C#m B

Então erguemos muros que nos dão a garantia

F#m A

De que morreremos cheios de uma vida tão vazia

E E/G# A F#

Nas grandes cidades de um país tão violento

E E/G# A F#

Os muros e as grades nos protegem de quase tudo

C#m B

Mas o quase tudo quase sempre é quase nada

F#m A

E nada nos protege de uma vida sem sentido

 

>>>Trecho1:

E/G# A E/G# A

Um dia super, uma noite super, uma vida superficial

E/G# A F# B

Entre as sombras, entre as sobras da nossa escassez

E/G# A E/G# A

Um dia super, uma noite super, uma vida superficial

E/G# A F# B

Entre cobras, entre escombros da nossa solidez

E A F#

[SOLO]

E E/G# A F#

Nas grandes cidades de um país tão irreal

E E/G# B A E F#

Os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal

C#m B

Levamos uma vida que não nos leva a nada

F#m A

Levamos muito tempo pra descobrir

C#m B

Que não é por aí, não é por nada não

F#m A

Não, não pode ser, é claro que não é, será?

E E/G# A F#

Meninos de rua, delírios de ruínas

E E/G# A F#

Violência nua e crua, verdade clandestina

C#m B

Delírios de ruína, delitos e delícias

F#m A

A violência travestida faz seu trottoir

C#m B

Em armas de brinquedo, medo de brincar

F#m A C# F# B C#

Em anúncios luminosos, lâminas de barbear

[Trecho1, Voltar e Seguir]

D#m C#

Viver assim é um absurdo como outro qualquer

F#m B

Como tentar o suicídio ou amar uma mulher

D#m C#

Viver assim é um absurdo como outro qualquer

G# B F#

Como lutar pelo poder Lutar como puder

 

 

Nau à Deriva

Introdução: E E11 E E11 E

E11 E E11 E

Nau à deriva no asfalto ou em alto mar

E11 E E11 E

Perigo, perigo perdidos no espaço sideral

C# B C# G#m

Apocalipse now à deriva

A G#m A

Talvez um parto talvez aborto

B7(11) B7

Destroços da nave mãe

E11 E E11 E

Nau à deriva no asfalto ou em alto mar

E11 E E11 E

Perigo, perigo perdidos no espaço sideral

C# B C# G#m

Apocalipse now à deriva

A G#m A

Longe demais do cais do porto

B7(11) B7

Perto do caos

A B E E11 E E11 E

Meu coração é um porta aviões

A B E E11 E E11 E

Perdido no mar esperando alguém pousar

A B E E11 E E11 E

Meu coração é um porto sem endereço certo

D B

É um deserto em pleno mar

 

 

 

 

 

 

O Exercito De Um Homem Só I

E A9

não importa se só tocam o primeiro acorde da canção

B7 E

a gente escreve o resto em linhas tortas

B/D# B7 E

nas portas da percepção em paredes de banheiro

A9 B7

nas folhas que o outono leva ao chão em livros de história

A/C# B/D#

seremos a memória dos dias que virão

B7 E A9 B9 E9

se é que eles virão

E A9

não importa se só tocam o primeiro verso da canção

B7 E B/D# B7

a gente escreve o resto sem muita pressa com muita precisão

E A9

nos interessa o que não foi impresso e continua sendo escrito à mão

B7 A/C# B/D# E

escrito à luz de velas quase na escuridão longe da multidão

B7 F#m A E

Somos um exército, o exército de um homem só

B7 F#m A E

no difícil exercício de viver em paz

B7 F#m A E

Somos um exército, o exército de um homem só

B7 E

sem fronteiras para defender, pra defender

E A9

não importa se só tocam o primeiro acorde da canção

B7 E B/D# B7

a gente escreve o resto e o resto é resto, é falsificação

E A9

sangue falso, bang-bang italiano, swing falso, turista americano

B7 A/C# B/D#

livres dessa estória nossa trajetória não precisa explicação

B7 E

e não tem explicação

B7 F#m

Somos um exército

A E

(o exército de um homem só)

B7 F#m A E

no difícil exercício de viver em paz

B7 F#m A E

Somos um exército, o exército de um homem só

B7 E

sem fronteiras para defender, pra defender

E9 A9

não interessa o que o bom senso diz não interessa o que diz o rei

B7

se no jogo não há juiz

E9

não há jogada fora da lei, não interessa o que diz o ditado

A9 B7

não interessa o que o estado diz nós falamos outra língua

E9

moramos em outro país

B7 F#m A E

Somos um exército, o exército de um homem só

B7 F#m A E

no difícil exercício de viver em paz

B7 F#m A E

Somos um exército, o exército de um homem só

B7 E

sem fronteiras para defender, pra defender

 

O Papa é Pop

 

Introdução: Dm G Bb C Dm

F C/E Bb

Todo mundo tá relendo o que nunca foi lido

F C/E Bb

Todo mundo tá comprando os mais vendidos

F C

Qualquer nota, qualquer notícia

Bb C

Páginas em branco, fotos coloridas

F C

Qualquer nova, qualquer notícia

Bb C Bb

Qualquer coisa que se mova é um alvo

C

E ninguém tá salvo

F C/E Bb

Todo mundo tá revendo o que nunca foi visto

F C/E Bb

Tá na cara, tá na capa da revista

F C

Qualquer nota, uma nota preta

Bb C

Páginas em branco fotos coloridas

F C

Qualquer rota, rotatividade

Bb C Bb

Qualquer coisa que se mova é um alvo

C

E ninguém tá salvo

Bb C

Um disparo, um estouro

Dm G

O papa é pop, o papa é pop

Bb C Dm

O pop não poupa ninguém

G

O papa levou um tiro a queima roupa

Bb C Dm

O pop não poupa ninguém

Dm

O presidente é pop, o papa é pop

G

Um indigente é pop, o papa é pop

Bb C Dm

Nós somos pop também,

(o pop não poupa ninguém)

A minha mente é pop

(o papa levou um tiro a queima roupa)

G Bb C Dm

A tua mente é pop O pop não poupa ninguém

F C

Uma palavra na tua camiseta

Bb

O planeta na tua cama

F C

Uma palavra escrita a lápis

Bb

Eternidade da semana

F C

Qualquer nota, qualquer notícia

Bb C

Páginas em branco, fotos coloridas

F C

Qualquer coisa quase nova

Bb C Bb

Qualquer coisa que se mova é um alvo

C

E ninguém tá salvo

Bb C

Um disparo, um estouro

Dm G

O papa é pop, o papa é pop

Bb C Dm

O pop não poupa ninguém

G

O papa levou um tiro à queima roupa

Bb C Dm

O pop não poupa ninguém

O presidente é pop

(o papa é pop)

G

Um indigente é pop

(o papa é pop)

Bb C Dm

Nós somos pop também

(o pop não poupa ninguém)

Antigamente é pop

(o papa levou um tiro a queima roupa)

G

Atualmente é pop

Bb C Dm

O pop não poupa ninguém

Bb

Toda catedral é populista

É pop, é macumba pra turista

E afinal o que é rock n roll?

Os óculos do John, ou o olhar do Paul

Dm G Bb C Dm

[SOLO]

Dm G

O papa é pop, o papa é pop

Bb C Dm

O pop não poupa ninguém

G

O papa levou um tiro à queima roupa

Bb C Dm

O pop não poupa ninguém

Dm G

O papa é pop, o papa é pop

Bb C Dm

O pop não poupa ninguém

G

O papa levou um tiro a queima roupa

Bb

O pop não poupa, O pop não poupa

Dm

O pop não poupa ninguém

 

Olhos Iguais Aos Seus

 

Introdução: E

F# A E

uma nuvem encobre o céu uma sombra envolve o seu olhar

F# A E

você olha ao seu redor e acha melhor parar de olhar

F# A

são olhos iguais aos seus iguais ao céu

E F# A E

ao seu redor são olhos iguais aos seus

F# A E

uma nuvem encobre o céu, uma sombra envolve o seu olhar

F# A E

você olha ao seu redor e acha melhor parar de olhar

F# A E

são olhos iguais aos seus iguais ao céu ao seu redor

F# A E

são olhos iguais aos seus

 

C#m A B

o que faz as pessoas parecerem tão iguais?

>>>Trecho1:

C#m A B

o que faz as pessoas parecerem tão iguais?

C#m A G#m

o que faz as pessoas parecerem tão iguais?

F#m A

porque razão essa igualdade se desfaz?

F#m C#m E F#m

qual é a razão desse disfarce no olhar?

E F#m C#m

No olhar, no olhar?

 

 

 

A#dim A E

uma nuvem encobre o céu, uma sombra envolve o seu olhar

A#dim A E

você olha ao seu redor e acha melhor parar de olhar

A#dim A E

são olhos iguais aos seus iguais ao céu ao seu redor

A#dim A E

são olhos iguais aos seus

 

[Trecho1, Voltar e Seguir]

 

C#m A

o que faz as pessoas parecerem tão iguais? <<Tocar 4 Vezes>>

 

E

o que fazem as pessoas para serem tão iguais? <<Bis>>

 

 

Ouça O Que Digo: Não Ouça Ninguém

Introdução: G F C Am

G F G F

Tantas pessoas Paradas na esquina

G F Am D G F

Assistindo a cena: Pele morena,

G F G F C Am D

Vendendo jornais Vendendo muito mais Do que queria vender

G F G F

Vozes à toa Ecos na esquina

G F Am D G F

Narrando a cena: Pele morena,

G F G F C Am

Vendendo jornais Precisando demais Venenos mortais

 

>>>Trecho1:

Em F Em F

O que nos devem Queremos de dobro

Em C G Em F

Queremos em dólar O que nos devem

Em F Em C G

Queremos em dobro, queremos agora

Am D

Se te disseram pra não virar a mesa

Am D

Se te disseram que o ataque é a pior defesa

Am D

Se te imploraram: "por favor não vire a mesa"

 

G F G F

Ouça o que eu digo: não ouça ninguém <<Tocar 3 Vezes>>

G F C Am D

Ouça o que eu digo: não!

 

 

G F G F

Tantas pessoas Paradas na esquina

G F Am D G F

Fingindo pena Criança pequena

G F G F C Am

Cheirando cola Beijando a sola Dos sapatos

[Trecho1, Voltar e seguir]

Am D

Se te disseram pra não virar a mesa

Am D

Se te disseram que o ataque é a pior defesa

Am D

Ouça o que eu digo: não ouça ninguém

Am D G

Ouça o que eu digo: não ouça ninguém

 

PAMPA NO WALKMAN

Introdução: Em B

B Em

se em uma fração nos parecêssemos se algum som nos fosse comum

B Em

se a comunhão nos abrigasse da mesma noite, mesma chuva

B E E7

se me coubesses feito luva se eu procurasse a tua mão

Am G

eu ficaria aqui pra sempre, sempre seria diferente

F# B

cada dia à dia amanhecer se uma razão nos parecesse

Em B

a natureza inevitável qual fronteiras separando

Em B

estes estados nada estáveis quando eu procurasse a tua mão

E E7 Am

encontraria a nossa gente e ficaria ali pra sempre

G F# B

sempre seria diferente cada cara à cara reconhecer

se meu passado fosse outro

Em B

se fosse outro o presente se o futuro nos trouxesse

Em B

o que faltava antigamente eu cantaria as canções

E E7 Am

que se fazia de repente sacro sino compunha

G F# B

minha sina, tua unha carne, sangue e pus, sinto muito blues

Em B

sinto muito blues sinto muito blues,

Em B

eu já fui cego já vi de tudo, já vi de tudo e fiquei mudo

Em B

já fui tão pouco e fui demais eu estive longe longas tardes

Em B Em B

à procura a loucura esteve perto eu estive longe dela longe da cidade

E E7 Am

cidades por toda parte sempre estive por perto

G F#

por pouco Porto Alegre por certo estive louco

B

de satisfação ouvindo pampa no walkman,

Em B

ouvindo pampa no walkman, ouvindo pampa no walkman

Am G

eu ficaria ali pra sempre, sempre seria diferente

F# B

cada dia à dia renascer

 

 

Parabólica

Introdução: G D/F# / G D/F# / G D/F#

 

G D/F# Em Bm C Am D/F#

ela pára e fica ali parada olha-se para nada, Paraná

G D/F# Em Bm F7M C Am D/F#

fica parecida, paraguaia, pára-raios em dia de sol para mim

 

 

G D/F# Em Bm C G/B Am D/F#

prenda minha parabólica, princesinha parabólica

B7 C A G D/F# C G D/F# Em Bm C Am D/F#

o pecado mora ao lado o paraíso paira no ar

B7 C A G D/F# C Am D/F#

pecados no paraíso

Em Bm

se a TV estiver fora do ar

Em Bm

quando passarem os melhores momentos da sua vida

Am Am7M Am7 D

pela janela alguém estará de olho em você

Em Bm Em

Paranóica, prenda minha parabólica

Bm Am/G Am/G# Am/G Am/G#

princesinha clarabólica

Am Bm C D G

paralelas que se cruzam em Belém do Pará

D/F# Em Bm C Am D/F#

longe, longe, longe, aqui do lado paradoxo: nada nos separa

G D/F# Em Bm F7M C

eu paro e fico aqui parado, olho-me para longe

Am D/F# G

a distância não separabólica

 

 

PIANO BAR

Introdução: E

E B G#

O que você me pede eu não posso fazer

C#m E A

Assim você me perde, eu perco você

G#m C#m

Como um barco perde o rumo

F#m B E

Como uma árvore no outono perde a cor

B G#

O que você não pode eu não vou te pedir

C#m E A

O que você não quer eu não quero insistir

G#m C#m

Diga a verdade, doa a quem doer

F#m B E

Doe sangue e me dê seu telefone

B G#

Todos os dias eu venho ao mesmo lugar

C#m E A

Às vezes fica longe, difícil de encontrar

G#m C#m F#m B E

Mas, quando o neon é bom toda noite é noite de luar

B G#

No táxi que me trouxe até aqui Júlio Iglesias me dava razão

C#m E A

No clip, Paul Simon tava de preto mas, na verdade, não era não

G#m C#m F#m B C#m F#m G#

Na verdade nada é uma palavra esperando tradução

E B G#

Toda vez que falta luz

C#m E A

Toda vez que algo nos falta alguém que parte e não volta

G#m C#m

O invisível nos salta aos olhos

F#m B E

Um salto no escuro da piscina

B G#

O fogo ilumina por muito pouco tempo, por muito pouco tempo

C#m E A

Em muito pouco tempo o fogo apaga tudo, tudo um dia vira luz

G#m C#m F#m B C#m

Toda vez que falta luz O invisível nos salta aos olhos

F#m G# C#m

Ontem à noite, eu conheci uma guria

F#m G# C#m

Já era tarde, era quase dia

F#m G# C#m

Era o princípio num precipício

F#m G# C#m

Era o meu corpo que caía

F#m G# C#m

Ontem à noite, a noite tava fria

F#m G# C#m

Tudo queimava, nada aquecia

F#m G# C#m

Ela apareceu, parecia tão sozinha

F#m G# C#m

Parecia que era minha aquela solidão

F#m G# C#m

Ontem à noite eu conheci uma guria que eu já conhecia

F#m G# C#m

De outros carnavais com outras fantasias

F#m G# C#m

Ela apareceu, parecia tão sozinha

F#m G# C#m

Parecia que era minha aquela solidão

F#m G# C#m

No início era um precipício, um corpo que caía

F#m G# C#m

Depois virou um vício, foi tão difícil acordar no outro dia

F#m G# C#m

Ela apareceu, parecia tão sozinha

F#m G# C#m E

Parecia que era minha aquela solidão Parecia que era minha

 

 

POR ACASO

Introdução: G5 D

D G5 D G5

Não, eu não posso negar, Não adianta disfarçar

D G5 D G5

Agora você me prensou contra a parede

D G5 D G5

Eu não passava por aí por acaso

D G5 D G5 D G A G

Não, eu não olhava pra você por acaso, Eu sempre quis você

D G A G D

Se eu não me fiz entender, Não foi por mal

G A G D G5 D

Não foi por nada, Nada foi por acaso

G5 D G5

Tudo que já fizemos juntos E o que deixamos de fazer

D G5 D

Desaba alta madrugada Nada faz a menor diferença

G5

Quando a gente pensa no que ainda pode ser

D G A G D G A G

Se eu não te fiz entender Que era feliz com você

D G A G A

Não foi por mal, Não foi por nada, Nada foi por acaso

Em C D D4 D

Da janela do avião eu vejo Porto Alegre

Em C D Em C D

Vejo o futuro em flash-back: Meu pai, minha filha, nossa casa

Em C D Em C

Da janela do avião eu vejo por acaso O nosso caminho, moinhos de vento

D

Pra Ser Sincero

Introdução:

 

D G A Bm G A D G A Bm G A

[SOLO]

>>>Trecho1:

D G A Bm

Pra ser sincero Não espero de você mais do que educação

G A G A

Beijos sem paixão, crimes sem castigo

Bm G A

Aperto de mãos, apenas bons amigos

D G A

[SOLO]

D G A Bm

Pra ser sincero Não espero que você minta

G A Bm G A D

Não se sinta capaz de enganar, Quem não engana a si mesmo

 

>>>Trecho2:

Bm A Bm

Nós dois temos os mesmos defeitos

Bm A Bm

Sabemos tudo a nosso respeito

Bm A G

Somos suspeitos de um crime perfeito

F#m Em7 F# E

Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos

 

[Trecho1, Voltar e Seguir]

D G A Bm G A D G A Bm G A

[SOLO]

D G A Bm

Pra ser sincero não espero que você me perdoe

G A Bm G A D

Por ter perdido a calma, por ter vendido a alma ao diabo

 

Bm G

Um dia desses, Num desses encontros casuais

Bm G

Talvez a gente se encontre Talvez a gente encontre explicação

Bm G

Um dia desses, Num desses encontros casuais

Bm

Talvez eu diga, minha amiga:

G A

"Pra ser sincero, Prazer em vê-la, Até mais"

[Trecho2, Voltar e Seguir]

 

Quando o amor era medo

E A C7M E

No fim do túnel tudo escuro ela me procurando com o olhar

A C7M E

Mas as flores não chegaram quando deveria chegar

A E A C#m

A tarde quer mais que um susto, a noite me pega num contrapé

A E G A

Seu beijo acelerando meu pulso, amanhã só faço o que eu quiser

A E A C#m

Quando o amor era medo eu achava melhor acordar sozinho

A E G A E

Quando o amor era medo A vida era andar por entre espinhos

E A C7M E

Todo doente pede uma enfermeira com peitos grandes e amor pra dar

A C7M E

Nem toda sombra vem da palmeira nem toda água deságua no mar

A E A C#m

Quando o amor era medo eu achava melhor acordar sozinho

A E G A E

Quando o amor era medo a vida era andar por entre espinhos

A E A C#m

Quando o amor era medo eu achava melhor acordar sozinho

A E G A E

Quando o amor era medo a vida era andar por entre espinhos

E D C

Às vezes você se comporta como se não estivesse a fim

E C#m D

Às vezes você se comporta não sei o que você espera de mim

E F#m A

Não sei o que você espera de mim não sei o que você espera de mim

[SOLO]

[Repete]

 

Refrão de Bolero

 

Introdução: Bm F#m G A

Bm F#m G E/G#

Eu que falei nem pensar, Agora me arrependo roendo as unhas

A A#

Frágeis testemunhas De um crime sem perdão

Bm F#m G E/G#

Mas eu falei sem pensar, Coração na mão, como o refrão de um bolero

A A#

Eu fui sincero Como não se pode ser

Bm F#m G

Um erro assim tão vulgar Nos persegue a noite inteira

E/G# A A#

E quando acaba a bebedeira Ele consegue nos achar

Bm F#m G E/G#

Num bar, Com um vinho barato Um cigarro no cinzeiro

A A#

E uma cara embriagada no espelho do banheiro

Bm F#m G A Bm F#m

Ana, teus lábios são labirintos, Ana,

G A Bm F#m G A

Que atraem os meus instintos mais sacanas Teu olhar sempre distante

Bm F#m G A Bm F#m

Sempre me engana Eu que falei nem pensar

G E/G#

Agora me arrependo roendo as unhas

A A#

Frágeis testemunhas De um crime sem perdão

Bm F#m G E/G#

Mas eu falei sem pensar, Coração na mão, como o refrão de um bolero

A A#

Eu fui sincero Como não se pode ser

Bm F#m G

Um erro assim tão vulgar Nos persegue a noite inteira

E/G# A A#

E quando acaba a bebedeira Ele consegue nos achar

Bm F#m G E/G# A A#

Num bar

Bm F#m G A

Ana, teus lábios são labirintos,

Bm F#m G A Bm F#m

Ana Eu sigo a tua pista todo dia da semana

G A Bm F#m G A solo

Eu entro sempre na tua dança de cigana

Bm F#m G A

Ana, teus lábios são labirintos,

Bm F#m G A Bm F#m

Ana, Que atraem os meus instintos mais sacanas

G A Bm F#m G A

Teu olhar sempre distante sempre me engana

G A Bm F#m

Eu sigo a tua pista todo dia da semana

G Bm F#m

Todo dia, todo dia da semana

G A Bm F#m

Eu sigo a tua pista todo dia da semana

G A Bm F#m

Ana

Nem pensar...

 

Segredos

G C9

Eu procuro um amor que ainda não encontrei

G D/F# C9

Diferentes de todos que amei

G C9

Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver

G D/F# C9

E as feridas dessa vida eu quero esquecer

Em7 D

Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema

Em7 Em7/D C9

Nua esquina ou numa mesa de bar

G D/F# C9

Procuro um amor que seja bom pra mim

G D/F# C9

Vou procurar eu vou até o fim

Em7 D

E eu vou tratá-la bem Pra que ela não tenha medo

Em7 Em7/D C9

Quando começar a conhecer os meus segredos

G C9

Eu procuro um amor uma razão para viver

G D/F# C9

E as feridas dessa vida eu quero esquecer

Em7 D

Pode ser que eu gagueje Sem saber o que falar

Em7 Em7/D C9

Mas eu disfarço E não saio sem ela de lá

[Repete]

 

 

 

Segurança

Introdução: A C#m

>>>Trecho1:

A E F#m C#m

Você precisa de alguém que te dê segurança

D F#m B E

Senão você dança, senão você dança <<Bis>>

F#m E

Ele era o tal, cheio de moral, "bon vivant", Don Juan

F#m E

Parecia um galã, usando óculos "Ray-Ban"

F#m E

Corria em Tarumã, combateu no Vietnã

F#m E

Vestia "Yves Saint-Laurent" (Pierre Cardin)

[Trecho1, Voltar e Seguir]

F#m E

Ele era o tal, um cara tão legal, fascinava você

F#m E

Tinha um Puma GT com vidro fumê

F#m E

Tinha sauna no ap, só pra você ver (pode crer)

F#m E

Lutava karatê como nos filmes da TV

[Trecho1, Voltar e Seguir]

F#m E

E o que mais emociona é que tudo nasceu

F#m E

Numa carona que ele te deu

F#m E

O que mais me impressiona é que tudo se deu

F#m E

No banco traseiro dum Alfa Romeo

A E F#m C#m

Você precisa de alguém que te dê segurança

D F#m B E

Senão você dança, senão você dança

A E

Você precisa, você precisa, você precisa

F#m C#m

Você precisa, você precisa de alguém

D F#m B E A

Senão você dança, Senão você se cansa e rança

 

Somos Quem Podemos Ser

Introdução: G7M C7M

 

G7M C7M

Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão

G7M C7M

Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção

G7M C7M

E tudo ficou tão claro, um intervalo na escuridão

G7M C7M

Uma estrela de brilho raro, um disparo para um coração

Bm C7M

A vida imita o vídeo, garotos inventam um novo inglês

Bm C7M

Vivendo num país sedento um momento de embriaguês

Am Bm Am Bm C7M

Somos quem podemos ser, Sonhos que podemos ter

G7M C7M

[SOLO]

G7M C7M

Um dia me disseram quem eram os donos da situação

G7M C7M

Sem querer eles me deram as chaves que abrem esta prisão

G7M C7M

E tudo ficou tão claro, o que era raro ficou comum

G7M C7M

Como um dia depois do outro, como um dia, um dia comum

Bm Bm C7M

A vida imita até podemos ter

G7M C7M

[SOLO]

G7M C7M

Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão

G7M C7M

Sem querer eles me deram as chaves que abrem esta prisão

G7M C7M

Quem ocupa o trono tem culpa, quem oculta o crime, também

G7M C7M (Bm C7M)

Quem duvida da vida tem culpa, quem evita a dúvida, também tem

Am Bm Am Bm C7M G7M

Somos quem podemos ser, Sonhos que podemos ter

 

TERRA DE GIGANTES

 

Introdução: E Abm/Eb C#m Ab/C A E/Ab F#m B7

E Abm/Eb C#m Ab/C

Hei, mãe, eu tenho uma guitarra elétrica

A E/Ab F#m

Durante muito tempo, isso foi tudo o que eu queria ter

B7 E Abm/Eb C#m Ab/C

Mas, hei, mãe, alguma coisa ficou pra trás

A E/Ab F#m B7

Antigamente eu sabia exatamente o que fazer

E Abm/Eb C#m Ab/C

Hei, mãe, tenho uns amigos tocando comigo

A E/Ab F#m B7

Eles são legais, além do mais não querem nem saber

E Abm/Eb C#m Ab/C

Mas, agora, lá fora, todo mundo é uma ilha

A E/Ab F#m B7

Há milhas e milhas e milhas de qualquer lugar

F# E

Nessa terra de gigantes

F# E

Eu sei, já ouvimos tudo isso antes

F# A B7 E C# E C#

A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes

E Abm/Eb C#m Ab/C

As revistas, as revoltas, as conquistas da juventude

A E/Ab F#m B7

São heranças, são motivos pras mudanças de atitude

E Abm/Eb C#m Ab/C

Os discos, as danças, os riscos da juventude

A E/Ab F#m B7

A cara limpa, a roupa suja esperando que o tempo mude

F# E

Nessa terra de gigantes

F# E

Tudo isso já foi dito antes

F# A B7 E C# E C#

A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes

E Abm/Eb C#m Ab/C

Hei, mãe, já não esquento a cabeça

A E/Ab F#m B7

Durante muito tempo isso foi só o que eu podia fazer

E Abm/Eb C#m Ab/C

Mas hei, hei, mãe por mais que a gente cresça

A E/Ab F#m B7

Há sempre coisas que a gente não pode entender

E Abm/Eb C#m Ab/C

Por isso, mãe, só me acorda quando o sol tiver se posto

A E/Ab F#m B7

Eu não quero ver meu rosto antes de anoitecer

E Abm/Eb C#m Ab/C

Pois agora, lá fora, o mundo todo é uma ilha

A E/Ab F#m B7

Há milhas e milhas e milhas

F# E

Nessa terra de gigantes

F# E

Que trocam vidas por diamantes

F# A B7 E C# E C#

A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes

 

[Repete]

 

 

Toda Forma de Poder

 

A

Eu presto atenção no que eles dizem

Dm G C E7

Mas eles não dizem nada

A

Fidel e Pinochet tiram sarro de você

Dm G C E7

Que não faz nada

A

E eu começo a achar normal que algum bossal

Dm G C F7 Bb E7

Atire bombas na embaixada

 

>>>Trecho1:

A Dm E7

Se tudo passa, talvez você passe por aqui

A Dm E7

E me faça esquecer tudo que eu vi

A Dm E7

Se tudo passa, talvez você passe por aqui

A Dm

E me faça esquecer

E7 D E7

[SOLO]

A

Toda forma de poder

Dm G C E7

E uma forma de morrer por nada

A

Toda forma de conduta

Dm G C E7

Se transforma numa luta armada

A

A história se repete

Dm G C F7 Bb E7

Mas a força deixa a estória mal contada

[Trecho1, Voltar e Seguir]

E7 D E7

[SOLO]

A

O fascismo e fascinante

Dm G C E7

Deixa a gente ignorante fascinada

A

E tão fácil ir adiante

Dm G C E7

E esquecer que a coisa toda está errada

A

Eu presto atenção no que eles dizem

Dm G C F Bb E7

Mas eles não dizem nada

[Trecho1, Voltar e Seguir]

E7

[SOLO]

[Trecho1, Voltar e Seguir]

FIM

 

Você Se Parece Com Todo Mundo

Am G F

Relógios e flores todo tipo de carinho

Am G F

Eu te dei tantas coisas mas, eu te perdi

Am G F

Você se parece com todo mundo

Am G F

Eu investi demais sem por no seguro

Dm Dm7M Dm7 G

Você empresta e cobra mais tarde com juros

C F

Você chora e fede como todo mundo

Dm Dm7M Dm7 G

Você mente e esconde no seu cofre escuro

C F

Mas vacila e entrega um mistério sujo

Am G F

Você se parece com todo mundo

Am G F

Eu te amei demais, eu sofri pra burro

Am G F

Você se parece com todo mundo

Am G F

Eu te amei demais, Eu fiquei maluco

Am G F

Beijinhos e tapas todo tipo de carinho

Am G F

Te mostrei vários amores mas eu te perdi

Am G F

Ameaças, trapaças, todo tipo de chantagem

Am G F

Eu usei todos os truques mas eu esqueci

Dm Dm7M Dm7 G C F

Que todo mundo ama, exagera tudo, Mas depois disfarça e foge pelos fundos

Am G D/F# Am G D/F#

Você se parece com todo mundo, Eu sonhei demais eu fiquei maluco <<Bis>>

Am G D/F#

Eu fiquei maluco por você