Caetano Veloso
Tigresa
Intr:
Intr:Dm G5+/7 G7 C G5+/7 C Bm5-/7 E7 Am Am7M Am7 C7 Alguma coisa acontece no meu coração F A7 Dm Que só quando cruza a Ipiranga com a avenida São João G7 G#° Am É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi D7/9 Da dura poesia concreta de tuas esquinas Dm G7 Da deselegância discreta de tuas meninas C C7 F7M F#° Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução C/G A5+/7 Dm G7/6 E7 A5+/7 Alguma coisa acontece no meu coração Dm G5+/7 G7 C G5+/7 Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto o mau gosto É que Narciso acha feio o que não é espelho E a mente apavora o que ainda não é mesmo velho Nada do que não era antes quando não somos mutantes E foste um difícil começo, afasta o que não conheço E quem vem de outro sonho feliz de cidade Aprende depressa a chamar-te de realidade Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas Da força da grana que ergue e destrói coisas belas Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas Eu vejo surgir teus poetas e campos e espaços Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva Panaméricas de áfricas utópicas, túmulo do samba Mais possível novo quilombo de Zumbi E os novos baianos passeiam na tua garoa E os novos baianos te podem curtir numa boa
Intr:D G B7 E A B7 E Caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento A D B7 No sol de quase dezembro, eu vou E A B7 E O sol se reparte em crimes, espaçonaves, guerrilhas A D B7 E Em Cardinales bonitas, eu vou A B7 E A B7 A E Em caras de presidentes, em grandes beijos de amor A B7 A E A B7 A C#m7 Em dentes, pernas, bandeiras, bomba e Brigite Bardot F#m C#m7 F# C#m7 O sol nas bancas de revista me enche de alegria e preguiça B7 Quem lê tanta notícia D A D E7 A Eu vou por entre fotos e nomes os olhos cheios de cores D G O peito cheio de amores vãos B7 E A E Eu vou, por que não? Por que não? A B7 E Ela pensa em casamento, e eu nunca mais fui à escola A D B7 Sem lenço, sem documento, eu vou E A B7 E Eu tomo uma coca-cola, ela pensa em casamento A D E7 E uma canção me consola, eu vou E A B7 A E A B7 A E Por entre fotos e nomes, sem livros e sem fuzil A B7 A E A B7 A C#m7 Sem fone e sem telefone no coração do Brasil F# C#m7 F# C#m7 Ela nem sabe, até pensei em cantar na televisão B7 O sol é tão bonito D A D E7 A Eu vou sem lenço, sem documento, nada no bolso ou nas mãos D G B7 Eu quero seguir vivendo, amor E A E Eu vou, por que não? Por que não? E A E Por que não? Por que não? Por que não?
Intr:D A/C# Bm A D A D I'm wondering round and round, nowhere to go G A D I'm lonely in London, London, is lovely so G A D Bm I cross the streets without fear, everybody keeps the way clear G A D I know there's no one here to say hello I know they keep the way clear, I am lonely in London without fear I'm wondering round and round, nowhere to go G A G A D While my eyes, go looking for flying soucers in the sky But my eyes, go looking for flying soucers in the sky Oh, Sunday, Monday, Autumn pass by me And people hurry on so peacefully A group approach the policeman, he seems so pleased to please them It's good to live at least and I agree He seemed so pleased at least and it's so good to live in peace And Sunday, Monday years and I agree REFRÃO I choose no face to look at, choose no way I just happen to be here and it's ok Green grass, blue eyes, gray sky, God bless, silent, pain and happiness I came around to say yes, and I say Green grass, blue eyes, gray sky, God bless, silent, pain and happiness I came around to say yes, and I say REFRÃO
E A E A E A E A
Diz que deu, diz que dá, diz que Deus dará, não vou duvidar, ô nega
E A G#7 C#m A E
E se Deus não dá, como é que vai ficar, ô nega ?, Deus dará, Deus dará
Diz que deu, diz que dá, diz que Deus dará, não vou duvidar, ô nega
E se Deus negar, eu vou me indignar e chegar, Deus dará, Deus dará
E
Deus é um cara gozador, adora brincadeira
Bm7 E7 A
Pois prá me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro
A#° E
Mas achou muito engraçado me botar cabreiro
C#m F#m B
Na barriga da miséria nasci batuqueiro
E
Eu sou do Rio de Janeiro
Jesus Cristo ainda me paga, um dia ainda me explica
Como é que pôs no mundo essa pobre coisica
Vou correr o mundo afora, dar uma canjica
Que prá ver se alguém me amarra ao ronco da cuíca
E aquele abraço prá quem fica
Deus me deu mão de veludo prá fazer carícia
Deus me deu muita saudade e muita preguiça
Deus me deu perna cumprida e muita malícia
Prá correr atrás da bola e fugir da polícia
Um dia ainda sou notícia
Deus me fez um cara fraco, desdentado e feio
Pele e osso simplesmente, quase sem recheio
Mas se alguém me desafia e bota a mãe no meio
Dou paulada a três por quatro e nem me despenteio
Que eu já tô de saco cheioE A C#m F#m B7 E A E
Quando eu chego em casa nada me consola, você está sempre aflita
Lágrimas nos olhos de cortar cebola, você é tão bonita
A D Bm7
Você traz a coca-cola, eu tomo
E7 A D G#m C#7 F#m
Você bota a mesa, eu como, eu como, eu como, eu como, eu como
B7 E A C#m F#m B7
Você não tá entendendo quase nada do que eu digo
E A C#m F#m B7 E E7
Eu quero é ir-me embora, eu quero dar o fora
A B7 E E7 (1ª vez)
E quero que você venha comigo (2x)
Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não agüento, você está tão curtida
Eu quero é tocar fogo neste apartamento, você não acredita
Traz meu café com suita, eu tomo
Bota a sobremesa, eu como, eu como, eu como, eu como, eu como
Você tem que saber que eu quero é correr mundo, correr perigo
Eu quero é ir-me embora, eu quero é dar o fora
E quero que você venha comigo (2x)A G Rapte-me, camaleoa, adapte-me a uma cama boa (F#m B) Capte-me uma mensagem à toa De um quasar pulsando loa Interestelar canoa (E D) Leitos perfeitos, seus peitos direitos me olham assim Fino menino me inclino pro lado do sim Rapte-me, adapte-me, capte-me, it's up to me, coração Sem querer ser merecer ser um camaleão A G A (G A) Rapte-me, camaleoa, adapte-me ao seu ne me quitte pas
D E/D D E/D D
O melhor o tempo esconde, longe, muito longe
E/D Bm7 E7 Eb7M D7M
Mas bem dentro aqui, quando o bonde dava a volta ali
No cais de Araújo Pinho, tamarindeirinho
Nunca me esqueci onde o imperador fez xixi
F G F G F
Cana doce Santo Amaro, gosto muito raro
G Dm7 G7 F#7M F7M
Trago em mim por ti, e uma estrela sempre a luzir
Bonde das Trilhos Urbanos vão passando os anos
E eu não ti perdi, meu trabalho é de traduzir
Rua da Matriz ao Conde no trole ou no bonde
Tudo é bom de vê, São Popó do Maculelê
Mas aquela curva aberta, aquela coisa certa
Não dá prá entender o Apolo e o rio Subaé
Pena de Pavão de Krishna, maravilha, vixe Maria
Mãe de Deus, será que esses olhos são meus ?
Cinema transcendental, Trilhos Urbanos
Gal cantando Balancê, como eu sei me lembrar de você G7M Am7
Felicidade foi se embora
D9 G7M
E a saudade no meu peito ainda mora
E7 Am7
E é por isso que eu gosto lá de fora
D9 G7M
Porque sei que a falsidade não vigora
G7M Am7
A minha casa fica lá de traz do mundo
D9
Onde eu vou em um segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
Mas como é que a gente voa quando começa a pensarC9 C7 F7M Bb7/6
Luz do sol, que a folha traga e traduz
Em A7/6 G#7M G6 C#7 (C7 2ª vez)
Em verde novo, em folha, em graça, em vida, em força, em luz
Céu azul, que vem até onde os pés
Tocam a terra e a terra inspira e exala os seus azuis
F7M Bb7/6 C9 C7/4 C7
Reza, reza o rio, córrego pro rio, rio pro mar
F7M Bb7/6 C9
Reza a correnteza, roça, beira, doura a areia
Bm7 Bb7/6 Am7 Am6
Marcha o homem sobre o chão, leva no coração uma ferida acesa
Dm7 G7/4 G7 C7M C6/9
Dono do sim e do não diante da visão da infinita beleza
F#m7 F7 Em7
Finda por ferir com a mão essa delicadeza
Em6 D7 C#7M
A coisa mais querida, a glória da vidaBm7 E7
Esse papo já tá qualquer coisa
A C#7 F#7
Você já tá prá lá de Marraquesh
Mexe qualquer coisa dentro doida
Já qualquer coisa doida dentro mexe
G7M F#7
Não se avexe não, baião de dois, deixe de manha, deixe de manha
G7M
Pois sem essa aranha, sem essa aranha, sem essa aranha
F#7
Nem a sanha arranha o carro, nem o sarro arranha a Espanha
G7M B7M
Nessa tamanha, nessa tamanha, esse papo seu já tá de manhã
C#m F#7 C#m F#7
Berro pelo aterro, pelo desterro
B7M E7M B7M D°
Berro por seu berro, pelo seu erro
C#m F#7 C#m F#7
Quero que você ganhe, que você me apanhe
G#7
Sou o seu bezerro gritando mamãe
E7M Em7
Esse papo seu tá qualquer coisa
Bm7
E você tá prá lá de Teerã
E7
Qualquer coisa...Intr:( A B/A ) A B/A A Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro sou paixão A B/A F#m Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo queres não C° F#m E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem alta eu sou o chão D B A E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão Onde queres família sou maluco, e onde queres romântico, burguês Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres eunuco, garanhão E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não vislumbro razão Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres cowboy eu sou chinês F#m D Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor Onde queres o ato eu sou o espírito, e onde queres ternura eu sou tesão Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo eu sou mulher Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres tortura, mansidão Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido eu sou o herói Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos dulcíssima prisão E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou E te quero e não queres como sou, não te quero e não queres como és REFRÃO Onde queres comício, flipper vídeo, e onde queres romance, rock'n roll Onde queres a lua eu sou o sol, onde a pura natura, o inceticídeo E onde queres mistério eu sou a luz, onde queres um canto, o mundo inteiro Onde queres quaresma, fevereiro, e onde queres coqueiro eu sou obus O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de mim tão desigual Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim E querendo te aprender o total do querer que há e do que não há em mim
Intr:A A Enquanto os homens exercem seus podres poderes B/A Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos D E7 F F#m E perdem os verdes, somos uns boçais Queria querer cantar setecentas mil vezes Como são ricos, como são ricos os burgueses E os japoneses, mas tudo é muito mais C E7 Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América Católica F7M Bb7 Que sempre precisará de ridículos tiranos? Será, que será, que será, que será, será que esta minha estúpida retórica Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos? Enquanto os homens exercem seus podres poderes Índios e padres e bichas, negros e mulheres E adolescentes fazem o carnaval Queria querer cantar afinados com eles Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase Ser indecente, mas tudo é muito mau Ou então cada paisano e cada capataz Com sua burrice fará jorrar sangue demais Nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais Será que apenas os hermetismos pascoais E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais? Enquanto os homens exercem seus podres poderes Morrer e matar de fome, de raiva e de sede São tantas vezes gestos naturais Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo Daqueles de velam pela alegria do mundo Indo mais fundo, tins e bens e tais, tudo mais fundo, tins e bens e tais
Intr:(A E) E A E Nosso amor não deu certo, gargalhadas e lágrimas A E De perto fomos quase nada Bm F#m G Tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã F# F E E desperdiçamos os blues do Djavan Demasiadas palavras, fraco impulso de vida Travada a mente na ideologia E o corpo não agia como se o coração tivesse antes que optar Entre o inseto e o inseticida A E A E Não me queixo, eu não soube te amar A E A E Mas não deixo de querer conquistar A F# F A E Uma coisa qualquer em você, o que será? Como nunca se mostra o outro lado da lua Eu desejo viajar do outro lado da sua Meu coração galinha de leão não quer mais amarrar frustração Ó eclipse oculto na luz do verão Mas bem que nós fomos muito felizes só durante o prelúdio Gargalhadas e lágrimas até irmos pro estúdio Mas na hora da cama nada pintou direito É, minha cara, falar, não sou proveito sou pura fama REFRÃO Nada tem que dar certo, nosso amor é bonito Só não disse ao que veio, atrasado e aflito E paramos no meio sem saber os desejos aonde é que iam dar E aquele projeto ainda estará no ar? Não quero que você fique fera comigo Quero ser seu amor, quero ser seu amigo Quero que tudo saia como som de Tim Maia, sem grilos de mim Sem desespero, sem tédio, sem fim
Intr:C C7M (C C7M) G Gosto muito de te ver, leãozinho Am Em Caminhando sob o sol F7M Bb (C C7M) Gosto muito de você, leãozinho Para desentristecer, leãozinho O meu coração tão só Basta eu encontrar você no caminho Am Ab C/G F#m5-/7 Um filhote de leão, raio da manhã F7M Em Dm G7 Arrastando o meu olhar como um imã Am Ab C/G F#m5-/7 O meu coração é o sol, pai de toda cor F7M Em Dm G7 Quando ele lhe doura a pele ao léu Gosto de te ver ao sol, leãozinho De te ver entrar no mar Tua pele, tua luz, tua juba Gosto de ficar ao sol, leãozinho De molhar minha juba De estar perto de você e entrar numa